Trump avalia anexar a Groenlândia e não descarta ação militar
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Em comunicado, a secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que Trump “deixou claro que
adquirir a Groenlândia é uma prioridade
Groenlândia é um território semiautônomo
Segundo Leavitt, o presidente e sua equipe discutem “várias opções” para alcançar esse objetivo de política externa. “Evidentemente, o recurso ao Exército dos Estados Unidos é sempre uma opção à disposição do comandante em chefe”, acrescentou.
No último fim de semana, após a
operação militar dos Estados Unidos na Venezuela
Em entrevista à revista The Atlantic, no domingo (4), Trump afirmou que os Estados Unidos “precisam da Groenlândia” para fortalecer seu sistema de defesa. Questionado sobre uma eventual ampliação do uso de intervenções militares, ele declarou: “Nós precisamos da Groenlândia, com certeza. Precisamos dela para a defesa”.
As declarações provocaram
reação imediata do governo dinamarquês
O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, também criticou as declarações de Trump.
Líderes europeus se solidarizaram com a Dinamarca
A tensão diplomática aumentou no fim de semana após uma publicação nas redes sociais feita por Katie Miller, esposa de Stephen Miller, chefe de gabinete da Casa Branca. No X (antigo Twitter), ela divulgou uma imagem da Groenlândia com as cores da bandeira dos Estados Unidos e escreveu a palavra “Soon” (“em breve”). A postagem gerou críticas de autoridades dinamarquesas e groenlandesas.
O embaixador da Dinamarca nos Estados Unidos, Jesper Møller Sørensen, respondeu afirmando que
os dois países são “aliados próximos” e devem continuar cooperando
Nielsen classificou a imagem como “desrespeitosa” e afirmou que a Groenlândia “não está à venda”. Já Frederiksen declarou que “não faz absolutamente nenhum sentido” discutir uma tomada do território pelos Estados Unidos e reforçou que, como parte da Otan, a ilha está coberta pela garantia de segurança da aliança.
As relações entre Washington e Copenhague permanecem tensas desde o início do segundo mandato de Trump. O presidente norte-americano nunca escondeu o interesse pela Groenlândia e, diferentemente do primeiro mandato, quando chegou a sugerir uma compra do território, passou a mencionar explicitamente a possibilidade de uso da força militar.
* Informações com Estadão


