Hemominas passa a oferecer 60 sessões de plasmaférese por mês

Minas Gerais agora passará a oferecer 60 sessões mensais de plasmaférese terapêutica por meio da Fundação Centro de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Minas Gerais (Hemominas), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Até então, o estado oferecia 25 sessões do procedimento por mês.

A plasmaférese terapêutica é um procedimento de alta complexidade que funciona como um “filtro” do sangue. A terapia serve para remover
anticorpos
e substâncias que podem provocar rejeição após um transplante de órgão, reduzindo o risco de perda do enxerto.

O procedimento é realizado por meio de uma máquina de aférese semelhante à usada na
hemodiálise. O sangue do paciente é separado em seus componentes, e o plasma, parte líquida que pode concentrar anticorpos nocivos, é retirado.

A plasmaférese era realizada apenas para
transplantes de fígado
. Hoje, o procedimento é oferecido para todos os tipos de transplante com indicação clínica, como fígado, coração, pulmão e pâncreas, além do hepático.

O governo de Minas destina anualmente cerca de R$ 4,32 milhões para custear a plasmaférese. No ano passado, esse valor subiu para R$ 570 mil para corrigir uma defasagem histórica na tabela do SUS, que previa apenas R$ 17 por sessão. Com o aumento do número de sessões oferecidas por mês, o Estado passa a financiar cerca de R$ 6 mil por sessão.

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