Antes de se encontrar com Zelensky, Trump diz que teve conversa ‘produtiva’ com Putin

O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump,
anunciou que teve uma conversa telefônica “produtiva” com
Vladimir Putin,
durante a tarde deste domingo (28). O anúncio aconteceu pouco antes da reunião na Flórida com o chefe de estado ucraniano, Volodymyr Zelensky.

“Acabei de ter uma conversa telefônica muito boa e produtiva com o presidente Putin da Rússia”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

Após a delegação dos EUA promover reuniões com representantes ucraniano e russos na última semana,
Zelensky
anunciou, nessa sexta-feira (26), que
vai se encontrar
com o presidente norte-americano para discutir um acordo de paz.

O encontro acontecerá em Mar-a-Lago, resort de Trump na Flórida, às 13h horário local (15h no horário de Brasília).

Leia mais:

“Concordamos com uma reunião do mais alto nível com o presidente Trump, em um futuro próximo. Muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo”, escreveu o chefe de estado ucraniano nas redes sociais.

Rússia bombardeia Kiev na véspera da reunião entre Trump e Zelensky

A Rússia lançou um novo
ataque com drones e mísseis contra Kiev
nesse sábado (27), que deixou um morto e centenas de milhares de moradores sem energia elétrica e calefação. O ataque aconteceu na véspera da reunião entre o presidente americano e Zelensky.

Uma mulher de 47 anos faleceu no ataque, segundo o governador da região de Kiev, Mikola Kalashnik. Onze pessoas foram hospitalizadas, de acordo com a prefeitura da capital. Kalashnik afirmou que 320.000 pessoas ficaram sem energia elétrica na região.

Antes de viajar, o chefe de Estado ucraniano afirmou que o ataque russo contra Kiev demonstra que Moscou “não quer o fim da guerra”.

Os russos “buscam qualquer desculpa para causar à Ucrânia um sofrimento ainda maior e aumentar a pressão sobre outros”, acrescentou o mandatário. Ele disse que Moscou utilizou quase 500 drones e 40 mísseis no ataque contra Kiev e suas imediações.

Guerra na Ucrânia

A invasão russa começou em fevereiro de 2022. Na época, Vladimir Putin decretou a anexação das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Desde o início da guerra, milhares de soldados morreram na linha de frente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 14,3 mil civis já morreram e 3,5 mil ficaram feridos desde o início da guerra, incluindo 3 mil crianças.

Na última semana, Fanil Sarvarov, tenente-general e diretor do departamento de formação operacional da Rússia, foi morto durante uma explosão ao sul de Moscou.

O ataque aconteceu horas depois das negociações de representantes russos e ucranianos, separados, em Miami, na tentativa de finalizar o conflito. O general morreu em um bairro residencial, quando uma bomba foi detonada sob o veículo dele.

Os Estados Unidos têm sido o intermediador na negociação de um acordo entre as partes no pior conflito da Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Em novembro,
Donald Trump, elaborou um plano
com 27 tópicos para finalizar a guerra na Ucrânia.

Entre as condições, estaria a entrega das regiões de Donetsk e Lohansk à Rússia. As duas regiões do leste ucraniano são reivindicadas por Moscou, assim como a Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e são “reconhecidas de fato como russas, inclusive pelos Estados Unidos”, dizia o projeto.

Nessa quarta-feira (24), Zelensky apresentou uma
nova versão do plano norte-americano,
que foi reformulado após as negociações com Kiev em relação ao texto original.

O novo documento de 20 pontos propõe um congelamento no front sem oferecer uma solução imediata às questões territoriais e abandona duas exigências de Moscou: a retirada das tropas ucranianas da região do Donbass e um compromisso juridicamente vinculativo da Ucrânia de não ingressar na Otan.

Porém, integrantes do governo de Putin acusaram a Ucrânia de querer
“torpedear” as negociações sobre o plano
dos Estados Unidos para pôr fim à guerra, sinalizando que o novo texto apresentado por Kiev “difere radicalmente” do que Moscou havia negociado com Washington.

* Com informações da AFP


Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *