Opositora venezuelana, María Corina reafirma a Trump que país tem presidente eleito

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado classificou como “histórica” e “extraordinária” a
reunião realizada na quinta-feira (15) com o presidente dos Estados Unidos
, Donald Trump. Segundo ela, o encontro teve impacto não apenas para o futuro da Venezuela, mas também para a defesa da liberdade em escala global.

“O que está acontecendo neste momento é histórico, não só para o futuro da Venezuela, mas para o futuro da liberdade no mundo”, afirmou Machado após a reunião.

Em outro compromisso, a opositora se reuniu com senadores norte-americanos e disse que a prioridade do grupo oposicionista é transformar a Venezuela em “um país livre e seguro” e em “o aliado mais forte que os Estados Unidos já tiveram na região”. Ela destacou ainda que a sociedade venezuelana é, segundo suas palavras, “profundamente pró-americana”.

Machado afirmou que o governo
Trump compreende a necessidade de reconstrução institucional no país
, com foco na proteção dos direitos humanos, na liberdade de expressão e na realização de “um novo e genuíno processo eleitoral” que estimule o retorno de venezuelanos que deixaram o país.

A líder oposicionista reiterou o reconhecimento de
Edmundo González
como presidente eleito da Venezuela. “Insisti, e continuarei insistindo, que a Venezuela tem um presidente eleito, e me sinto muito orgulhosa de trabalhar ao lado dele”, disse.

Os Estados Unidos reconheceram González como vencedor das eleições presidenciais de 2024, marcadas por denúncias de irregularidades. Apesar disso, o
país é atualmente governado pela presidente interina Delcy Rodríguez
, ex-vice-presidente de Nicolás Maduro, que foi capturado pelos Estados Unidos.

Trump já declarou anteriormente que não acredita que Machado tenha apoio interno suficiente para governar a Venezuela. No início do encontro, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente norte-americano não havia mudado sua avaliação.

Segundo Machado, Trump demonstrou preocupação com a situação humanitária no país, especialmente com a segurança da população e com as crianças que estão fora da escola devido aos baixos salários dos professores. “Quando a Venezuela for livre, milhões de venezuelanos retornarão por sua própria vontade”, afirmou.

A líder oposicionista não deu detalhes sobre eventuais acordos firmados durante as reuniões.

* Informações com CNN


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