Com o verão e aumento do turismo, São Paulo emite alerta para o sarampo

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP) emitiu um alerta de aumento de risco para reintrodução de
sarampo
no país. A medida foi motivada pelo verão e, consequentemente, a temporada de cruzeiros, com pontos de parada no litoral paulista.

No total, 38 casos da doença foram registrados no Brasil em 2025 – sendo dois casos em
São Paulo.
Porém, não há surto de sarampo no país atualmente.

O verão é uma temporada de grande circulação de turistas, inclusive de outros países, e há surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, “o que exige vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população”, segundo a pasta.

As pessoas que vão embarcar, a turismo ou a trabalho, e aquelas que estarão expostas em aglomeração devem ficar atentas para a vacinação para a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). A imunização deve ser feita ao menos 15 dias antes da potencial exposição.

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Além da vacinação, a Secretaria recomenda algumas medidas auxiliares para se proteger:

  • Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;
  • Lavar as mãos com frequência com água e sabão, ou então utilizar álcool em gel;
  • Não compartilhar copos, talheres e alimentos;
  • Procurar não levar as mãos à boca ou aos olhos;
  • Evitar aglomerações ou locais pouco arejados;
  • Manter os ambientes frequentados sempre limpos e ventilados;
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

Casos em SP

O estado de São Paulo confirmou dois casos de sarampo neste ano. O
primeiro
foi registrado em abril e envolveu um homem de 31 anos, morador da capital paulista. Ele estava com o esquema vacinal completo e não precisou ser internado.

O
segundo caso
foi registrado em dezembro. O paciente era um homem de 27 anos, também morador da capital. Porém, ele não estava vacinado e havia viajado para o exterior. O homem precisou receber atendimento médico e teve alta.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. A transmissão do vírus ocorre de pessoa a pessoa, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar.

O sarampo é tão contagioso que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas que não estejam imunes, de acordo com o Ministério da Saúde.

O Brasil havia sido certificado como livre do sarampo em 2016, mas perdeu o selo em 2019 após o aumento de casos. Em 2022, o último caso endêmico foi registrado, e o país recuperou a certificação em 2024, mesmo com a ocorrência de casos importados da doença.

Sintomas

Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças virais, é importante ter atenção e conhecimento para identificar e tratar adequadamente. Entre os sintomas estão: manchas vermelhas no corpo e febre alta (acima de 38,5ºC), acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas:

  • Tosse seca;
  • Irritação nos olhos (conjuntivite);
  • Nariz escorrendo ou entupido;
  • Mal-estar intenso.

Prevenção

O sarampo é uma doença que pode ser prevenida, por meio da vacinação. Todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem imunizadas.

Adolescentes e adultos não vacinados ou com o esquema incompleto devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação.

No serviço público de imunização, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

Com Agência Brasil

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