Decreto de Trump reduz em apenas 10% as tarifas sobre produtos do agro brasileiro
O documento que reduz a
taxação sobre café, carne bovina e frutas
Em nota, a Casa Branca afirmou que a ordem assinada pelo republicano modifica o decreto de 2 de abril de 2025 especificamente para certos produtos agrícolas. Com a medida, esses itens não estão mais sujeitos a essas tarifas. Os produtos também incluem chá, suco de frutas, cacau, especiarias, bananas, laranjas e tomates.
“A Ordem Executiva de hoje dá seguimento ao progresso significativo alcançado pelo Presidente na garantia de termos mais recíprocos para nossas relações comerciais bilaterais. Os acordos do Presidente Trump tiveram e continuarão a ter amplos impactos na produção nacional e na economia como um todo, incluindo maior acesso ao mercado para nossos exportadores agrícolas”, disse a Casa Branca.
O governo republicano ainda comemora as negociações que Trump conduziu no comércio bilateral. Ainda de acordo com o comunicado, a política tarifária fortaleceu a posição econômica dos Estados Unidos e proporcionou uma “série de vitórias significativas e duradouras para o povo americano”.
Trump afirma que tomou a decisão de reduzir as tarifas recíprocas após considerar “informações e recomendações” fornecidas por autoridades. Ele também destaca o andamento das negociações com parceiros comerciais, e a demanda interna atual por produtos que não são produzidos nos Estados Unidos.
O presidente dos EUA anunciou as tarifas contra o Brasil em agosto. O governo alegava um suposto desequilíbrio na balança comercial entre os dois países e também uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Após diversas tentativas do governo brasileiro, o republicano aceitou avançar nas negociações somente após encontrar Lula “por acaso” na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, na cidade de Nova York.


