Decreto de Trump reduz em apenas 10% as tarifas sobre produtos do agro brasileiro

O documento que reduz a
taxação sobre café, carne bovina e frutas
pelos Estados Unidos, recai apenas sobre as tarifas recíprocas de 10% impostos em abril para todos os países. Assim, a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump não cita a norma que criou a sobretaxa de 40% sobre os produtos importados do Brasil, que continua em vigor para o país.

Em nota, a Casa Branca afirmou que a ordem assinada pelo republicano modifica o decreto de 2 de abril de 2025 especificamente para certos produtos agrícolas. Com a medida, esses itens não estão mais sujeitos a essas tarifas. Os produtos também incluem chá, suco de frutas, cacau, especiarias, bananas, laranjas e tomates.

“A Ordem Executiva de hoje dá seguimento ao progresso significativo alcançado pelo Presidente na garantia de termos mais recíprocos para nossas relações comerciais bilaterais. Os acordos do Presidente Trump tiveram e continuarão a ter amplos impactos na produção nacional e na economia como um todo, incluindo maior acesso ao mercado para nossos exportadores agrícolas”, disse a Casa Branca.

O governo republicano ainda comemora as negociações que Trump conduziu no comércio bilateral. Ainda de acordo com o comunicado, a política tarifária fortaleceu a posição econômica dos Estados Unidos e proporcionou uma “série de vitórias significativas e duradouras para o povo americano”.

Trump afirma que tomou a decisão de reduzir as tarifas recíprocas após considerar “informações e recomendações” fornecidas por autoridades. Ele também destaca o andamento das negociações com parceiros comerciais, e a demanda interna atual por produtos que não são produzidos nos Estados Unidos.

O presidente dos EUA anunciou as tarifas contra o Brasil em agosto. O governo alegava um suposto desequilíbrio na balança comercial entre os dois países e também uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Após diversas tentativas do governo brasileiro, o republicano aceitou avançar nas negociações somente após encontrar Lula “por acaso” na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, na cidade de Nova York.

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