Fiemg vê acordo de UE e Mercosul como avanço, mas prega análise cuidadosa de impactos
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia que
o acordo de parceria entre a União Europeia (UE) e o Mercosul
Segundo o
presidente da Fiemg, Flávio Roscoe
“A assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul amplia o acesso a um mercado relevante para o Brasil e para Minas Gerais. No entanto, é fundamental avaliar com atenção os impactos sobre a competitividade da indústria, especialmente nos setores mais sensíveis, considerando exigências regulatórias, sanitárias e ambientais, bem como os prazos de adaptação”, disse.
A assinatura do acordo põe fim a uma negociação que se arrastava desde 1999, quando começaram as tratativas. Os
termos firmados entre os membros do Mercado Comum da América do Sul e os 27 países que integram a UE
Relação entre Minas Gerais e União Europeia
Segundo a Fiemg a relação comercial de Minas com a União Europeia é superavitária para o estado brasileiro. Entre 2021 e 2025, as exportações mineiras somaram US$ 31 bilhões, enquanto as importações ficaram na marca de US$ 13,38 bilhões — um saldo positivo de US$ 17,62 bilhões.
Mais da metade das exportações mineiras (58%) são de café. O minério de ferro, com 9%; e as ferroligas, com 8%, fecham o pódio das vendas do estado aos europeus. No caminho inverso, máquinas e equipamentos (27%); produtos farmacêuticos (11%); e itens do setor automotivo, especialmente partes e peças dominam as importações feitas por Minas Gerais.
A balança comercial entre o Brasil e a União Europeia também pesa favoravelmente ao país sul-americano, com saldo positivo de US$ 6,31 bilhões entre 2021 e 2025


