Cuba avalia preparação militar em meio a tensões com os Estados Unidos

O Conselho de Defesa Nacional de
Cuba
se reuniu para avaliar uma preparação militar em caso de guerra, motivado pela crescente tensão com os
Estados Unidos.
A reunião foi divulgada pela imprensa estatal neste domingo (18).

O encontro, que aconteceu no último sábado (17), teve como objetivo “analisar e aprovar os planos e medidas para a passagem ao Estados de Guerra”, informou o comunicado. O Conselho de Defesa Nacional está encarregado de assumir o controle do país em circunstâncias excepcionais, como conflitos ou desastres naturais.

Ainda segundo o comunicado, a atividade “faz parte da preparação do país sob a concepção estratégica da Guerra de Todo o Povo”, termo utilizado pelas autoridades para a mobilização de civis em caso de confronto armado.

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De acordo com a agência de notícias local Prensa Latina, a reunião ocorreu no “Dia Nacional da Defesa”, data em que “as forças populares foram treinadas para enfrentar qualquer agressão”. Esse tipo de mobilização é realizado frequentemente na ilha.

O Conselho de Defesa Nacional é liderado pelo
presidente Miguel Díaz-Canel.
Embora o comunicado não especifique os participantes da reunião, ele indica que o líder revolucionário Raúl Castro, de 94 anos, “esteve a par da atividade, que qualificou como boa e eficiente”.

Trump intensifica ameaças contra cuba

Esta é a primeira reunião do Conselho de Defesa Nacional divulgada desde 2 de janeiro, quando
Nicolás Maduro foi capturado em Caracas,
durante uma operação militar comandada pelos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump intensificou as
ameaças contra Cuba
após a ação na Venezuela. Durante a operação,
32 soldados cubanos morreram.
Parte dos militares integravam a equipe de segurança de Maduro.


Trump
disse que Havana deve “alcançar um acordo” com os Estados Unidos, ou enfrentar consequências que não foram especificadas. Ele ainda sugeriu que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, seja o presidente do país.

Na última semana, Díaz-Canel negou a existência de conversas com Washington, como o republicano havia dito.


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