Melhores opções de investimento: por onde começar com segurança

Segundo a Anbima — Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais — mais de 59 milhões de brasileiros investem em produtos financeiros e, de modo geral, o interesse de pessoas físicas por investimentos tem aumentado no país.

Para quem ainda não começou, a questão central é entender como investir com segurança. Bernardo Pissolati, especialista de investimentos do Inter, explica que as opções mais adequadas são definidas “de forma bem personalizada, de acordo com o perfil de cada investidor”.

Isso significa que, além de descobrir seu perfil — conservador, moderado ou arrojado — quem deseja investir precisa aprender a avaliar os fatores envolvidos em cada produto. Mesmo duas pessoas com perfil moderado podem ter “investimentos ideais” diferentes, dependendo de objetivos, prazo, necessidade de liquidez e tolerância a oscilações.

Reserva de emergência: o passo inicial mais relevante para quem está começando

A primeira etapa para muitos iniciantes é formar uma reserva de emergência, um valor destinado a imprevistos, para evitar resgates precipitados de investimentos com prazo mais longo.

Para essa finalidade, os especialistas do Banco Inter apontam que os produtos de renda fixa costumam ser escolhidos por apresentarem menor volatilidade e, em alguns casos, liquidez mais adequada ao uso emergencial.

Entre os exemplos frequentemente usados nessa etapa está o Tesouro Selic, título do Tesouro Direto que acompanha a taxa básica de juros. O produto tem regras próprias de liquidez, marcação a mercado e tributação, e deve ser avaliado conforme o objetivo do investidor e o uso pretendido para o dinheiro.

O que avaliar ao escolher um investimento (mesmo em renda fixa)

Antes de selecionar um produto, o investidor iniciante deve observar fatores como:

  • Prazo de vencimento (por quanto tempo o dinheiro ficará investido);
  • Liquidez (se, quando e em quais condições é possível resgatar);
  • Taxas e custos (taxas do produto e da plataforma, quando aplicáveis);
  • Risco do emissor e condições do investimento (garantias, regras e eventuais limitações);
  • Rentabilidade e indexadores (pós-fixado, pré-fixado, inflação) e o efeito da inflação no retorno real.

Em termos práticos, investir com segurança é combinar produto + prazo + objetivo, e não apenas buscar a maior taxa.

Exemplos de opções para iniciantes

Mais do que definir um “melhor investimento”, o Inter lista alternativas que costumam aparecer como ponto de partida e que podem ser combinadas conforme perfil e objetivos:

1) Tesouro Direto

O Tesouro Direto reúne títulos públicos com diferentes indexadores e prazos, como Tesouro Prefixado, Tesouro Selic, Tesouro IPCA, Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+. O Inter destaca que a categoria é popular entre iniciantes por oferecer variedade de objetivos (liquidez, proteção contra inflação e longo prazo, por exemplo) e por permitir aportes acessíveis, conforme as regras vigentes do programa.

2) “Meu Porquinho” (Inter)

Um exemplo de produto de entrada acessível é o Meu Porquinho, do Banco Inter, que é vinculado a um CDB — e oferece a possibilidade de começar com valores baixos, a partir de de R$ 1.

3) Previdência Privada

Para objetivos de longo prazo, como aposentadoria, o material aponta a previdência privada como alternativa a ser avaliada, inclusive por potenciais efeitos tributários conforme o regime escolhido (tema que depende do perfil e deve ser analisado caso a caso).

4) LCI/LCA

LCIs e LCAs são citadas como opções de renda fixa que podem atrair iniciantes pela isenção de Imposto de Renda para pessoa física (regra geral) e por serem instrumentos conhecidos no mercado para prazos definidos.

5) Fundos imobiliários

“Se eu fosse sugerir mais um tipo de investimento, recomendaria um fundo listado, como o FII (Fundo Imobiliário)”, diz Daniela Barreto ao comentar sobre uma alternativa de rendimento variável de fácil gestão, risco moderado e alta liquidez.

A Gerente de Estratégia de Investimentos do Inter afirma, ainda, que a melhor forma de aprender a investir é através da prática. Por isso, recomenda que as pessoas se planejem para realizar investimentos variados, sempre respeitando seu perfil e preservando sua reserva de emergência.

Investir com pouco dinheiro e no curto prazo

É comum entre iniciantes começar com valores baixos e buscar alternativas de curto prazo. Nesses casos, os especialistas recomendam priorizar produtos com liquidez compatível e reforçar que o retorno tende a ser proporcional ao prazo e ao risco assumido.

A ideia é iniciar de forma gradual, evitando “pular etapas”, e evoluir a carteira com disciplina e diversificação, conforme os objetivos ficam mais claros e o investidor ganha experiência.

Nota do editor: este material tem caráter informativo e não constitui recomendação individual de investimento. Produtos financeiros envolvem riscos, custos, tributação e regras de liquidez que variam conforme o ativo e o perfil do investidor.

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