Ibovespa segue em disparada e caminha para terceiro dia de recorde

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador do mercado de ações brasileiro,
segue em disparada
e caminha para o terceiro dia seguido de recorde nesta quinta-feira (22). O indicador aproveita o bom momento dos mercados emergentes com o apetite dos investidores por risco, considerando o alívio nas tensões entre Estados Unidos e União Europeia pelo controle da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

Após fechar em 171 mil pontos pela primeira vez na história, nessa quarta-feira (21), o indicador agora avança 3,04% aos 177.374,28 na máxima intradiária, marcada por volta de 12:40. O indicador é influenciado pela alta nas blue chips, as principais ações com alta liquidez no mercado.

Os papéis da Vale (VALE3), empresa de maior peso no indicador, avançam 1,82% aos R$ 84,00. A Petrobras, por sua vez, avança 2,11% aos R$ 36,80 nas ações ordinárias (PETR3), enquanto os papéis preferenciais sobem 1,35% aos R$ 33,88.

No mercado de câmbio, o real também está sendo beneficiado com uma melhora na percepção de risco global. O dólar marca uma desvalorização de 0,47%, cotado a R$ 5,29. O mercado segue repercutindo as falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump no Fórum Econômico Internacional de Davos, na Suíça.

Nessa quarta-feira (21), o republicano reafirmou o interesse pela posse da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, mas ressaltou que
não usaria a força para conquistar seus objetivos
. Trump também anunciou que encaminhou um acordo com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pelo controle da ilha.

Apesar de não dar mais detalhes sobre o negócio, ele cancelou as tarifas de 10% que seriam aplicadas em fevereiro contra os países europeus que defendessem o território. “Essa solução, se concretizada, será excelente para os Estados Unidos da América e para todos os países da OTAN”, escreveu Trump, após reunião com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.

Segundo o economista sênior do Inter, André Valério, o discurso de Trump foi menos “beligerante” do que o esperado. Ele observa que o alívio nas tensões favoreceu os mercados emergentes de uma forma geral, em especial países produtores de commodities, com a alta expressiva do gás natural.

“Assim, a perspectiva de uma distensão nas relações entre Europa e Estados Unidos desencadeou um ambiente de risk-on, mas que acabou favorecendo o resto do mundo, em meio à elevada incerteza em torno do governo Trump e à já grande exposição global a ativos americanos”, disse.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *