Governo pede investigação do aumento no preço dos combustíveis em quatro estados

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MSJP), enviou um ofício pedindo uma investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre os
recentes aumentos nos preços dos combustíveis
registrados em quatro estados e no Distrito Federal, nesta terça-feira (10).

A alta estaria ocorrendo sem o reajuste da Petrobras nos preços de distribuição, em meio a guerra no Oriente Médio. Em nota, a Senacon informou que o pedido foi encaminhado após entidades que representam os postos afirmarem que distribuidoras elevaram os preços de venda. A denúncia foi feita pelo Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN,
Minaspetro-MG
e Sulpetro-RS.

“Segundo essas entidades, as distribuidoras estariam justificando o aumento com base na alta do preço internacional do petróleo, causada pelo conflito iniciado em 28 de fevereiro de 2026 no Oriente Médio”, explicou a secretaria.

Porém, como a Petrobras não reajustou os preços de acordo com a Política de Paridade Internacional (PPI), a Senacon pediu ao Cade para que avalie se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado. A pasta ressalta, no entanto, que o pedido não significa que haja irregularidades.

“O monitoramento do mercado de combustíveis é feito continuamente pelos órgãos responsáveis para garantir transparência nas práticas comerciais e proteger os consumidores”, completa a Senacon.

Segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a Petrobras está vendendo o diesel 60% mais barato que o mercado externo, uma média de R$ 1,94 a menos, enquanto no caso da gasolina o preço é 35% menor (R$ 0,88).

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