autoridades se reúnem na Casa Branca para discutir futuro da ilha

Autoridades dos Estados Unidos, Dinamarca e
Groenlândia
irão discutir sobre o futuro da ilha no início da tarde desta quarta-feira (14), na Casa Branca.

O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, solicitou a reunião ao secretário de Estado dos
EUA,
Marco Rubio. O encontro deve acontecer no início da tarde desta quarta, com a presença do vice-presidente, JD Vance, e da chefe da diplomacia da Groenlândia, Vivian Motzfeldrt.

Momentos antes da reunião, o presidente norte-americano, Donald Trump, insistiu que a ilha do Ártico é “vital” para os Estados Unidos e pediu ajuda da Otan para transmitir a mensagem à Dinamarca.

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“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia por motivos de Segurança Interna. Ela é vital para a Cúpula Dourada que estamos construindo”, afirmou o republicano.

Em seguida,
Trump
mandou uma mensagem à Otan: “Digam à Dinamarca para sair daí, já! Dois trenós de cães não bastam! Só os Estados Unidos podem fazer isso!”, escreveu na própria rede social.

Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca disse esperar que a reunião possa “esclarecer alguns mal-entedidos”. Nas vésperas do encontro, o país nórdico anunciou que irá ampliar a presença militar na
Groenlândia.

Especialistas acreditam que será difícil estabelecer uma cooperação entre os países, principalmente se os
EUA
mantiver a posição de controlar a Groenlândia.

“Se os Estados Unidos continuarem com a ideia de que ‘precisam ter a Groenlândia a qualquer custo’, a reunião pode ser muito curta”, disse Penny Naas, vice-presidente sênior do German Marshall Fund, um centro de estudos de Washington.

Desejo de Trump

Trump reiterou, no último domingo (11), que a
anexação dos EUA com a Groenlândia
aconteceria “de alguma forma ou outra”, afirmando que “precisa de um título de propriedade”. Na quarta (7), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse a parlamentares que o presidente
deseja comprar a Groenlândia em vez de invadi-la.

O desejo do presidente norte-americano já havia sido divulgado no ano passado. Em dezembro, o republicano disse que
Washington
precisa da Groenlândia para a segurança nacional. Ele ainda havia reconhecido que poderia ter que escolher entre preservar a integridade da aliança militar ou controlar o território dinamarquês.

A localização estratégica e os recursos da Groenlândia poderiam beneficiar os EUA. A região fica na rota mais curta da Europa para a América do Norte, o que pode ser crucial para o sistema de alerta de mísseis balísticos do país, por exemplo.

A expansão militar na ilha ártica pode incluir a instalação de radares para monitorar as águas entre a ilha, a Islândia e a Grã-Bretanha, utilizadas por navios da marinha russa e submarinos nucleares.

Premiê afirma que ‘escolhe Dinamarca em vez dos EUA’

O
premiê da Groenlândia,
Jens-Frederik Nielsen, afirmou na última terça-feira (13), ao lado da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que os groenlandeses preferem permanecer com a Dinamarca.

A coletiva de imprensa aconteceu em Copenhague e teve o intuito de criticar a pressão exercida pelos EUA. “Estamos enfrentando uma crise geopolítica e, se tivermos que escolher entre os Estados Unidos e a Dinamarca agora, escolhemos a Dinamarca”, declarou Nielsen.

(Sob supervisão de Alex Araújo)


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