Polícia divulga nomes dos suspeitos buscados por participação na morte de Ruy Fontes

Uma coletiva de imprensa dos órgãos de segurança de São Paulo, nesta quinta-feira (18), deu mais detalhes sobre a busca pelos suspeitos de assassinar
o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Fontes
.

Os nomes dos dois que seguem foragidos foram divulgados: Flávio Henrique Ferreira de Souza, de 24 anos, que é procurado da Justiça, e Felipe Avelino da Silva, de 33 anos, conhecido do PCC como “Mascherano”, que chegou a ficar 6 anos preso por outros crimes. Segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, que participou da coletiva, ainda não se sabe o papel da dupla no crime. “Temos que, após o exame pericial, eles foram colocados na cena do crime, no veículo abandonado por essa quadrilha de vários criminosos que participaram da execução de Ruy Fontes”, afirmou.

O secretário disse, ainda, que tem “boa esperança” de capturá-los, e não só eles. “Mas os próximos passos e as novas informações que estão chegando, nós ainda não podemos divulgar. Não queremos atrapalhar a investigação”, completou.

Estiveram na coletiva, além do secretário, a diretora do DHPP, Ivalda Aleixo, o delegado-geral da Polícia, Artur José Dian, o comandante geral da Polícia Militar, Coronel PM Coutinho e o chefe da Inteligência da PM, Coronel PM Pedro Luís.

Segundo o delegado, eles ainda trabalham com duas linhas de investigação para a motivação do crime: fatos relacionados ao crime organizado que Ruy Fontes investigou no passado ou sua atual gestão na Prefeitura de Praia Grande.

O secretário confirmou, também, que o ex-delegado-geral chegou a sofrer um atentado em 2011. Durante a coletiva, Derrite lembrou que, na época, os criminosos confessaram estar ali para “executar Ruy Fontes”. Um fuzil e uma pistola .40 foram apreendidos na ocasião.

Depoimento de suspeita presa

Na coletiva, também deram mais informações sobre o depoimento de uma mulher que já foi presa,
suspeita de transportar o fuzil da execução
. A polícia disse que ela prestou depoimento por cerca de 7 horas. Ela confirmou que sua missão era buscar um pacote (no caso, o fuzil) e deu algumas características do local em que foi buscar a arma.

No dia da execução, segundo a polícia, a suspeita disse que entregou o fuzil para outra pessoa e voltou para casa, em Diadema, no Litoral de São Paulo. “A gente acha que ela sabe, mas estamos trabalhando para tentar identificar quem é o individuo que buscou esse fuzil”, disse Derrite.

Traficante Azul

O “Traficante Azul”, solto do presídio de Mossoró (RN), no mês passado, considerado líder do PCC na Baixada Santista, também está sendo monitorado para saber que há algum vínculo com a morte do ex-delegado-geral de SP, afirmou Derrite. “A gente não descarta nenhuma das pessoas faccionadas, principalmente, as que estão circulando pelo litoral.”


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