Uso recreativo: tadalafila não traz ganho real para jovens e oferece riscos à saúde

O
tadalafila
, usado para tratar disfunção erétil em homens com mais de 40 anos, tornou-se popular entre os jovens brasileiros, que fazem
uso recreativo do medicamento
. Porém, os médicos e autoridades de saúde não recomendam o uso do medicamento sem prescrição médica.

Os medicamentos para tratar disfunção erétil, como viagra (sildenafila), tadalafila e vardenafila, são inibidores da fosfodiesterase tipo 5 (iF5) e agem relaxando os tecidos do pênis. Isso causa aumento do fluxo arterial nos corpos cavernosos do órgão, gerando ereções mais rígidas.

Em homens que não apresentam problemas fisiológicos relacionados a esse processo, não há ganho real. “A sensação de pump (inchaço muscular momentâneo) relatada por usuários provavelmente se deve à vasodilatação periférica transitória e representa um efeito placebo”, diz a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) em nota publicada no ano passado.

Isso quer dizer que o efeito relatado por jovens sem disfunção erétil é apenas psicológico. “A sensação de pump (inchaço muscular momentâneo) relatada por usuários provavelmente se deve à vasodilatação periférica transitória e representa um efeito placebo”, alerta a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), em nota publicada em 2025.

O uso recreativo do tadalafila ainda oferece riscos à saúde. Os pacientes podem apresentar taquicardia, alteração da pressão arterial, desmaio, perda temporária de visão ou audição e, em casos mais graves, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e morte súbita. Outra consequência possível é o priapismo, uma ereção anormal, persistente, não acompanhada de desejo sexual e dolorosa.

*Com informações de Agência Einstein

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