Gravidez tardia? Entenda as chances e os riscos da gestação após os 35 anos

Com o passar dos anos, a decisão de ter filhos tem sido comumente adiada. Questões como instabilidade financeira e mercado de trabalho são apontadas como principais pilares dessa mudança. Mas, a espera pode acabar batendo de frente com à pressão do “relógio biológico”, principalmente para o sexo feminino.

Queda de fertilidade

Segundo o Colégio Americano de Obstetra e Ginecologista, dos Estados Unidos, a probabilidade de engravidar em um único ciclo menstrual é de cerca de 25% a 30% para casais saudáveis na faixa dos 20 ou 30 anos. Aos 40, essa probabilidade cai para menos de 10%. Pessoas do sexo feminino nascem com um número finito de óvulos, que diminui de forma progressiva ao passar da idade.

Riscos para saúde

Além da menor chance de concepção, a idade mais avançada também pode aumentar riscos durante a gravidez. Após os 35 anos, cresce a incidência de alterações cromossômicas nos embriões, o que pode levar a maior risco de aborto espontâneo e reduzir as chances de a gestação evoluir até o parto.

Complicações obstétricas como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e parto prematuro também se tornam mais frequentes.

Sexo masculino também sofre com fertilidade?

Pessoas do sexo masculino também tem sua parcela de participação nos riscos da gestação tardia. Um estudo mostrou que o envelhecimento dessas pessoas está associado a um aumento progressivo de mutações genéticas nos espermatozoides. Em pessoas de meia-idade e idosas, entre 3% e 5% dos espermatozoides já carregam mutações potencialmente patogênicas.

Outras alternativas

Nos últimos anos, técnicas de reprodução assistida, como o congelamento de óvulos e a fertilização in vitro, têm ampliado as possibilidades para quem decide adiar a maternidade.

Entre 2020 e 2024, foram congelados quase 545 mil embriões no Brasil, com aumento de 47,6% no período, segundo o SisEmbrio, sistema da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Ainda assim, especialistas ressaltam que essas tecnologias não garantem gravidez. O sucesso da preservação da fertilidade depende, entre outras coisas, da idade no momento do congelamento e do número de óvulos congelados.

Além disso, hábitos e condições de saúde também interferem no sucesso do processo de fecundação.

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