Dólar segue caindo e atinge menor valor em quase dois anos com tensão entre EUA e Irã

O dólar seguiu em desvalorização frente ao real nesta quarta-feira (25) e fechou com uma queda de 0,6% a R$ 5,12, o
menor patamar desde maio de 2024.
Os investidores repercutem as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que discursou ao Congresso Nacional na noite dessa terça-feira (23) reforçando as ameaças ao Irã.

A tensão entre os dois países aumenta o clima de incerteza no mercado, com investidores buscando diversificação em suas carteiras com ativos de países emergentes. Apesar do bom desempenho do real, o Ibovespa, principal indicador do mercado de ações, teve uma queda de 0,13% aos 191.247,45 pontos com a realização de lucros.

Aos congressistas, Trump afirmou que alertou o Irã contra a retomada do programa nuclear e disse que não permitirá que o “maior patrocinador do terrorismo no mundo” tenha uma ogiva. “Estamos em negociações, eles querem fechar um acordo, mas ainda não ouvimos aquelas palavras secretas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”, disse o republicano.

O discurso de Trump ocorreu no tradicional evento Estado da União, onde o presidente dos Estados Unidos pode destacar os feitos do governo em uma sessão conjunta do Congresso transmitida pela televisão em horário nobre. A fala do republicano durou cerca de 1 hora e 48 minutos, o mais longo da história do evento.

Na sua fala, o presidente também atacou a decisão da Suprema Corte que derrubou as tarifas aplicadas por meio da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa). Trump classificou a medida como “infeliz” e disse que o dinheiro estava “salvando os Estados Unidos”. Em resposta, a Casa Branca criou uma nova tarifa global de 10% para todos os países, mas a mudança reduziu significativamente a alíquota média cobrada para os parceiros comerciais.

No noticiário local, o Tesouro Nacional informou que as contas do governo central tiveram um
superávit primário de R$ 86,9 bilhões
em janeiro deste ano, um crescimento de 2,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. Os números são resultado de uma receita líquida de R$ 272,7 bilhões, um crescimento de 5,7%, e uma despesa de R$ 185 bilhões, mas com um avanço proporcional maior (7,5%).

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