Luísa Barreto explica a importância do nióbio para Minas Gerais e o novo acordo de governança

Durante sua participação no
Itatiaia Negócios Cast
,
Luísa Barreto, diretora-presidente da CODEMGE/CODEMIG
, destacou o papel estratégico do
nióbio para Minas Gerais
e para o cenário econômico global. Segundo ela, o Estado é responsável por cerca de 80% da produção mundial do mineral, que hoje integra a lista dos chamados
minerais críticos
, cada vez mais relevantes nas discussões geopolíticas internacionais.

Ao longo da entrevista, Luísa afirmou que o nióbio ainda é pouco conhecido pelos mineiros, apesar de sua importância econômica e estratégica. “Aquilo que você não conhece, você não valoriza”, disse, ao defender a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre o tema para fortalecer a cobrança por uma boa gestão desse ativo.

A presidente explicou que o nióbio é utilizado para aumentar a qualidade do aço e viabilizar novas tecnologias, como baterias que combinam lítio e nióbio, com potencial para uso em veículos de grande porte e soluções de energia limpa. Para ela, trata-se de um recurso que gera valor e que tende a se tornar ainda mais relevante ao longo do tempo.

Um dos pontos centrais da conversa foi o novo acordo firmado entre a CODEMIG e a CBMM. Luísa explicou que a parceria garante ao Estado 25% do lucro da exploração e que, somente no último ano, a receita oriunda do acordo chegou a quase R$ 2 bilhões. Segundo ela, o novo contrato aprimora a governança, amplia o prazo de exploração e assegura mais transparência na gestão do recurso.

De acordo com Luísa, uma das principais mudanças em relação ao acordo anterior é a possibilidade de participação do Estado na exploração de outros minerais presentes nas minas, como terras raras, sem a necessidade de novos aportes financeiros. “Agora, se a CBMM for explorar as terras raras, nós vamos receber o lucro sem ter que fazer o investimento”, explicou.

Luísa também destacou que o novo acordo garante receitas por um longo período, estimado em 45 anos, e protege o Estado diante de futuras oscilações de mercado. Segundo ela, independentemente da aplicação final do nióbio, a participação percentual no lucro assegura que Minas Gerais se beneficie do crescimento da demanda global.

Para Luísa, o avanço do acordo não está apenas no aspecto financeiro, mas principalmente na governança e na transparência. Ela afirmou que estruturas claras de fiscalização e prestação de contas são fundamentais para garantir que um ativo estratégico como o nióbio seja bem cuidado e gere benefícios reais para a sociedade mineira.

A discussão sobre o nióbio no episódio 13 reforça o papel do Itatiaia Negócios Cast como espaço para aprofundar temas estratégicos do Estado, conectando gestão pública, ativos naturais e desenvolvimento econômico com foco no interesse público.

Confira o episódio completo:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *