Parcerias Público-Privadas ampliam estrutura da saúde em Belo Horizonte
Atualmente, Belo Horizonte é referência na construção e operação de hospitais e centros de saúde com parceria privada. No setor, outras
Parcerias Público-Privadas (PPPs)
Na capital mineira, o
Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, na região do Barreiro, funciona desde 2015 em modelo de PPP
Em Belo Horizonte, 58 centros de saúde foram entregues por meio de parceria privada, além de outros 69 previstos em contrato com a empresa parceira. Uma das unidades fica no Aglomerado da Ventosa, na região Oeste, e foi inaugurada em 2022.
Os moradores da região já aprovam a unidade. Décio Adriano dos Santos, de 68 anos, usuário do sistema, elogia o centro. “A estrutura é muito boa, física e o atendimento é excelente. Não tenho o que reclamar. Há muitos anos eu consulto aqui e faço acompanhamento”, conta.
Apesar do avanço de investimentos e obras, essa realidade ainda não chegou a outros equipamentos, como UPAs e postos de saúde da capital. A aposentada Maria Loures sente falta de um programa semelhante nessas unidades.
Ela relata demora na realização de exames básicos e dificuldade de atendimento. “Tem um ano e meio que não faço exames e, agora que consegui, preciso de uma consulta para leitura dos resultados. Não estou bem de saúde, e a previsão de consulta é só para abril”, relata.
Iniciativa em expansão
O superintendente da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Leonardo José Gomes Neto, elogia o programa e defende a expansão.
“É um caminho que já está sendo seguido, dá certo e precisa ser ampliado para outros serviços. As pessoas de Belo Horizonte que vão hoje a um centro de saúde em modelo de PPP não têm dúvida de que estão entrando em uma unidade de primeiro mundo. E ele é mantido pela parceria, na parte de estrutura, inclusive limpeza”, afirma.
Na rede estadual de saúde, há o projeto de construção do Complexo Hospitalar Padre Eustáquio, em modelo de PPP semelhante ao do hospital do Barreiro. Com previsão de entrega até 2029, o prédio deve reunir quatro hospitais antigos da capital. O secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, explica a proposta.
“Nós lutamos diariamente para manter com a melhor estrutura possível para a população, para o usuário e também para os servidores. Temos prédios que não possuem rede elétrica capaz de suportar climatizações obrigatórias, como o ar-condicionado central em CTIs e blocos cirúrgicos. Há ainda unidades tombadas que não podem ser reformadas para reduzir o risco de infecção hospitalar. Além disso, quando se divide a assistência em vários prédios menores, você replica custos”, detalha.
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