Emagrecimento rápido pode aumentar risco de pedras na vesícula, alerta endocrinologista
A busca por métodos de
emagrecimento
Em parceria com a Biolab Farmacêutica,o endocrinologista Luiz Turatti, explica que o problema é real e muitas vezes negligenciado por pacientes e equipes de saúde.
De acordo com o especialista, a perda de peso acelerada, acima de 1,5 kg por semana ou superior a 24% do peso corporal inicial, eleva significativamente o risco de complicações na vesícula.
Outros fatores também aumentam a probabilidade do problema, como sexo feminino, idade avançada, obesidade prévia, dislipidemia e histórico familiar de cálculos biliares.
“Os pacientes precisam ser alertados de que emagrecer rápido não está isento de riscos. É fundamental que a equipe médica faça avaliação individualizada e considere estratégias preventivas”, reforça Turatti.
Ozempic, Wegovy e Mounjaro: o que muda entre as canetas emagrecedoras
Entre as medidas estudadas está o uso do ácido ursodesoxicólico (AUDC), medicamento que ajuda a reduzir a saturação de colesterol na bile e, consequentemente, a formação de cálculos.
Segundo o especialista, o fármaco tem demonstrado eficácia na redução de casos de pedra na vesícula e na necessidade de cirurgias de urgência, especialmente em pacientes de maior risco.
Em 2022, entidades internacionais de cirurgia metabólica e bariátrica reforçaram, em diretrizes conjuntas, a importância da prevenção de problemas na vesícula após a cirurgia bariátrica. Entre as recomendações está o uso do ácido ursodesoxicólico por via oral, em doses de 500 a 600 mg por dia.
Para Turatti, o principal desafio ainda é a falta de acompanhamento adequado.


