Diminuir de altura com o passar dos anos é normal? Especialista explica

Ficar alguns centímetros mais baixo ao longo da vida é algo comum. A perda de altura faz parte do processo natural de envelhecimento, mas deve ser observada com atenção quando ocorre de forma mais rápida do que o esperado.

De acordo com a geriatra Simone de Paula Pessoa Lima, a redução da estatura é um fenômeno fisiológico.

“Ela é esperada até certo ponto. No entanto, quando ocorre de forma acelerada ou acentuada, pode indicar alterações estruturais na coluna, como fraturas por compressão associadas à osteoporose”, explica.

A diminuição acontece por mudanças naturais no corpo. Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem água, elasticidade e espessura, o que contribui para o encurtamento da coluna. Alterações na postura, como o aumento da curvatura das costas, também reduzem a estatura aparente.

Outro fator é o achatamento das vértebras, muitas vezes ligado à osteopenia ou à osteoporose. A condição é mais frequente em mulheres após a menopausa, mas também pode atingir homens idosos.


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Segundo estudos em geriatria, a perda média é de cerca de 1 centímetro por década a partir dos 40 ou 50 anos. Após os 70, essa redução pode se tornar mais acelerada. Quando a perda ultrapassa esse padrão, é recomendada avaliação médica.

“A perda rápida de altura, principalmente em mulheres no período pós-menopausa, é um sinal de alerta”, afirma a especialista.

Dor nas costas, piora da postura, limitação de movimentos ou histórico de fraturas também indicam a necessidade de investigação.

Veja como se prevenir: alimentação e exercícios físicos

Embora parte da redução seja natural, perdas mais acentuadas podem ser prevenidas.

A prática regular de exercícios de fortalecimento ajuda a manter a postura e proteger a coluna. Atividades com impacto leve, quando não há contraindicação, também contribuem para preservar a massa óssea.


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A alimentação equilibrada, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D, é outro fator importante. Evitar o tabagismo e reduzir o consumo de álcool também ajudam a diminuir o risco de perda óssea.

Acompanhamento médico é ideal

Para a geriatra, o acompanhamento médico regular é essencial, principalmente após os 50 anos.

“A medição periódica da altura e a avaliação da saúde óssea permitem identificar precocemente a osteoporose e iniciar o tratamento antes que ocorram fraturas”, afirma.

Pequenas variações na altura são esperadas com o envelhecimento. Já reduções mais significativas ou rápidas devem ser avaliadas para prevenir complicações e preservar a qualidade de vida.

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