Referência para reajuste de salários, INPC de janeiro acelera 0,39%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede o impacto dos preços para famílias com renda de 01 a 05 salários mínimos, teve uma alta de 0,39% em janeiro, cerca de 0,18 pontos percentuais (p.p) acima do resultado observado em dezembro (0,21%). No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador ficou 4,30%, acima dos 3,90% dos 12 meses imediatamente anteriores.
Assim como no resultado do IPCA
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os
produtos alimentícios desaceleram de 0,28%
O grupo habitação teve uma queda de 0,19% em janeiro de 2026, impulsionada pela redução na bandeira tarifária da conta de luz de amarela no final de 2025 para verde, ou seja, sem custo adicional. Por outro lado, o grupo teve uma aceleração na comparação com dezembro, quando a queda foi de 0,50%. Isso ocorreu em razão do aumento do preço do aluguel, que subiu de 0,49% para 1,05%.
Cabe lembrar que o IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados no INPC e no IPCA. Os alimentos representam, por exemplo, 25% do primeiro índice, enquanto na inflação oficial é de 21%, uma vez que famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. O índice também é a
referência para o reajuste de salários.
A pesquisa também abrange dez regiões metropolitanas do país, bem como os municípios de Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Rio Branco (AC), São Luís (MA), Aracaju (SE) e de Brasília (DF). Nesse caso, a maior variação ocorreu em Rio Branco (0,76%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (5,34%) e dos artigos de higiene pessoal (1,78%). A menor variação ocorreu em Recife (0,17%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-3,85%) e do transporte por aplicativo (-19,31%).


