Governo de MG registra 1ª morte por dengue em 2026; Ministério da Saúde já contabiliza dois óbitos
A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por dengue no ano de 2026. A vítima, uma idosa de 93 anos, vivia em Uberlândia, cidade do Triângulo Mineiro, e morreu na última quarta-feira (4). Ainda segundo a pasta, a mulher tinha histórico de comorbidades. Levantamento do Governo Federal, no entanto, dá conta de duas mortes.
Em nota, a SES-MG manifestou solidariedade aos familiares da vítima e afirmou que mantém monitoramento permanente do cenário epidemiológico, com apoio aos municípios nas ações de vigilância, assistência e controle do mosquito Aedes aegypti.
Por outro lado, dados do Ministério da Saúde apontam que em Minas duas pessoas já morreram por complicações da doença em 2026. Também de acordo com o painel de monitoramento das arboviroses do Governo Federal, o estado tem mais de 10 mil casos prováveis de dengue e investiga outros 10 óbitos.
A Itatiaia entrou em contato com a SES-MG para apurar e obter mais informações sobre a segunda provável morte por dengue em Minas e até o momento de fechamento desta matéria não obteve retorno. A reportagem também perguntou ao Ministério da Saúde em quais cidades foram registradas as mortes.
No ano passado, ainda segundo o Ministério da Saúde, Minas Gerais registrou 151 mortes por dengue e quase 167 mil casos prováveis da doença. Os números colocaram Minas no ranking dos estados brasileiros com maiores números da dengue, atrás apenas de São Paulo.
Além da dengue, o Aedes aegypti também pode transmitir doenças como a Zika e a Chikungunya. As doenças ainda não mataram mineiros em 2026, mas o painel do Governo Federal aponta 995 casos prováveis de Chikungunya e outros 9 de Zika no estado.
O período chuvoso exige sempre atenção das autoridades de saúde e de toda população. Já que, é em poças de água parada que o mosquito transmissor das arboviroses põe seus ovos.
Como prevenção, o Governo de Minas antecipou as medidas de enfrentamento às doenças antes desse período sazonal de maior transmissão. Segundo a Secretaria de Saúde, desde setembro de 2025, estão sendo antecipados repasses de recursos aos municípios. Ainda segundo o órgão, Minas investe anualmente cerca de R$210 milhões no combate às arboviroses.


