BR-050 se consolida como corredor estratégico após concessão
A BR-050, rodovia que liga Minas Gerais ao estado de Goiás, é considerada uma das melhores do país. O reconhecimento veio após a
concessão da via à iniciativa privada
As concessionárias Ecovias Minas Goiás e Ecovias Cerrado são responsáveis, há 12 anos, por intervenções em rodovias que incluem não apenas a BR-050, mas também as BRs-364 e 365. Os trechos administrados vão de Delta, no Triângulo Mineiro, até Cristalina, em Goiás, além do percurso entre Uberlândia e a cidade goiana de Jataí.
O diretor-superintendente da Ecovias, Matheus Fernandes, destaca a importância estratégica do trecho administrado pela empresa. “É um corredor bastante estratégico para a logística da região. Temos ali o escoamento de cargas, de uma série de produtos, mercadorias e indústrias instaladas no entorno da rodovia. A concessão é focada em trazer segurança e fluidez para esse corredor importante”, afirma.
Melhorias
Desde o início da concessão, foram implantadas faixas adicionais, vias marginais, iluminação, duplicações e outras melhorias previstas em contrato. O investimento total já supera R$ 5 bilhões, considerando todas as rodovias administradas. Com a evolução da infraestrutura, em 2025, a BR-050 também passou a integrar o ranking das melhores rodovias do país.
“O ranking divulgado pela Confederação Nacional do Transporte elegeu o trecho da BR-050 como a sexta melhor rodovia do país. Entre todos os trechos rodoviários do Brasil, temos aqui, no Triângulo Mineiro, a sexta melhor rodovia do país”, conta.
Pedágios e infraestrutura
Apesar dos avanços, ainda há registro de acidentes, principalmente na BR-365. Usuários da via também criticam a cobrança de pedágios, implantados após a concessão. O presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, afirma que o Brasil não dispõe de recursos suficientes para manter a infraestrutura rodoviária apenas com verba pública e que, sem pedágios, o sistema de transporte não se sustentaria.
“É condenar as regiões metropolitanas de Minas Gerais a não ter infraestrutura de transporte eficiente. E aqui não é só Belo Horizonte. Uberlândia é metropolitana, Sete Lagoas é metropolitana. Seria muito bom, uso o exemplo da Alemanha, se tivéssemos recursos federais para manter toda essa infraestrutura de transporte com recursos públicos. O Brasil não é essa a realidade”, detalha.
O diretor da concessionária também ressalta que a tarifa de pedágio é um instrumento essencial para viabilizar os investimentos nas estradas.
“Sabemos que existe essa polêmica em relação ao pagamento do pedágio, mas é o que falamos no início. Hoje, o programa de concessões é um instrumento importante para que os investimentos em infraestrutura sejam executados. Muito mais do que um viés político, ele tem um viés econômico de trazer segurança para as rodovias e redução de acidentes”, conclui.


