Indústria redesenha saúde corporativa com foco em gestão populacional

O cenário da saúde suplementar no Brasil revela uma dependência direta do setor produtivo. Atualmente, quase 70% dos usuários de planos de saúde no país estão vinculados a contratos coletivos empresariais. Para as organizações, o impacto financeiro é crescente: os gastos com assistência médica já representam a segunda maior despesa de pessoal, superada apenas pela folha de pagamento.

A eficiência dessa gestão, no entanto, enfrenta desafios operacionais. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a sinistralidade (relação entre o que se paga e o que se usa) supera os 70% em mais da metade das organizações. Esse índice elevado é frequentemente alimentado pela falta de acompanhamento de indicadores de saúde, resultando em
custos adicionais e evitáveis
para o caixa das empresas.

O gargalo dos custos e a baixa resiliência

A inflação médica e a falta de estratégias estruturadas colocam a sustentabilidade do benefício em risco. Dados de mercado indicam que o custo médio por funcionário sobe cerca de 10% ao ano. Além do fator financeiro, a saúde da força de trabalho apresenta sinais de fragilidade.

De acordo com o relatório (Re)Descubra a Resiliência, da consultoria Aon, apenas 30% dos funcionários se sentem resilientes no ambiente de trabalho. A pesquisa aponta ainda que 42% dos colaboradores não se sentem seguros e 52% afirmam não possuir sentimento de pertencimento às suas companhias.

Nesse contexto, as condições crônicas e de alta complexidade, como câncer, diabetes e hipertensão, figuram como os principais diagnósticos na América Latina. Estima-se que 5% dos pacientes de uma carteira sejam responsáveis por 50% de todo o custo assistencial.

Solução estratégica

Para reverter esse quadro, a indústria começa a adotar a Gestão de Saúde Populacional (GSP). O modelo substitui ações pontuais por um
acompanhamento contínuo e preventivo
, focado no perfil epidemiológico real dos colaboradores.

A Aliança para a Saúde Populacional (Asap) defende que o foco deve estar na saúde e não apenas no tratamento da doença. Programas bem estruturados de GSP podem gerar resultados concretos:

  • Redução de gastos: Iniciativas baseadas em atenção primária podem reduzir custos médicos e taxas de absenteísmo entre 25% e 30% em um período de 36 meses.
  • Retorno sobre investimento: Estimativas do Fórum Econômico Mundial indicam um retorno de US$ 5,81 para cada dólar investido em programas de promoção à saúde.
  • Eficiência assistencial: Modelos de coordenação do cuidado voltados para idosos, por exemplo, alcançaram redução de 21% nas idas ao pronto atendimento e de 21% no tempo de internação.

Integração e tecnologia

Para o médio e pequeno industrial, a contratação de
programas de saúde completos e integrados surge como alternativa para garantir a previsibilidade orçamentária. A integração entre a saúde ocupacional (obrigatória por lei) e a saúde assistencial permite uma visão sistêmica do colaborador.

O uso de tecnologias de suporte, como prontuários eletrônicos e plataformas de engajamento via WhatsApp, facilita o monitoramento sem a necessidade de grandes estruturas físicas. O objetivo é criar uma “porta de entrada” coordenada, onde o paciente é navegado pelo sistema de forma eficiente, evitando exames repetidos e consultas desnecessárias em prontos-socorros.

Ao adotar soluções que unificam dados e cuidado, a indústria não apenas mitiga o crescimento dos sinistros, mas estabiliza sua operação por meio de uma força de trabalho mais saudável e produtiva.

Implemente um programa de saúde completo com o Sesi VIDA.
Clique aqui para conhecer.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *