Conheça o Custo Brasil e como ele afeta o setor de infraestrutura no país

O Custo Brasil é o conjunto de obstáculos estruturais, burocráticos e econômicos que elevam os custos de operação das empresas no país e dificultam investimentos estratégicos. Esse problema, analisado há décadas por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e monitorado pelo Observatório do Custo Brasil, tem custos bilionários que refletem e agravam a fragilidade da infraestrutura nacional.

Embora o termo seja conhecido desde 1995, quando a CNI iniciou estudos sobre as barreiras que encarecem produzir e operar no Brasil, ele ganhou dimensão técnica mais recente com pesquisas que buscam quantificar seu impacto econômico no país.

Hoje, o custo adicional de fazer negócios no Brasil é estimado em cerca de R$ 1,7 trilhão por ano – o equivalente a quase 20% do PIB – valor que supera em muito o que seria gasto se o país operasse em níveis de eficiência semelhantes à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Custos e barreiras

Esse montante representa barreiras estruturais, burocráticas e econômicas que aumentam custos, reduzem produtividade e desestimulam investimentos, tanto nacionais quanto estrangeiros.


Diversas agendas e iniciativas
, como as acompanhadas pelo Observatório do Custo Brasil, seguem trabalhando para reduzir esses entraves, promovendo políticas públicas estratégicas que visam melhorar a competitividade e tornar a economia mais eficiente.

Ramon Cunha, especialista em infraestrutura da CNI, explica que o Custo Brasil já acumula uma série de ineficiências que impedem o país de competir em condições igualitárias com outras economias, e que a infraestrutura é um dos componentes mais relevantes desse custo.

Segundo Cunha, cerca de R$ 300 bilhões por ano dos R$ 1,7 trilhão estão diretamente ligados a falhas e deficiências relacionadas à infraestrutura, incluindo logística, transporte, energia e mobilidade, que encarecem a operação das empresas e impactam seu desempenho.

“Isso é um dado do Movimento Brasil Competitivo, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio”, diz o especialista. “Estamos falando de algo que afeta não só os custos das empresas, mas também o bem-estar das famílias e o crescimento sustentável da economia brasileira.”

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