Ausência do Brasil em Davos diminui o peso do país, diz economista

O governo brasileiro tem uma presença reduzida no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que começou nesta terça-feira (20). No primeiro escalão do governo, o país é representado apenas pela ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, com ausência notória do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o economista e ex-presidente da 8ª região do Corecon, Igor Lucena, a baixa representatividade brasileira no evento demonstra um “desalinhamento” entre os setores público e privado. “A participação fora do Fórum Econômico Mundial, num momento tão importante, diminui o peso do Brasil quando o país se torna mais importante por causa do acordo do Mercosul”, disse, em entrevista ao CNN Brasil Money.

“A presença de muito mais banqueiros, grandes empresários brasileiros, grandes financeiras internacionais do que, de fato, o próprio governo brasileiro, demonstra muito qual é a vontade ou a voracidade internacional dos agentes públicos e privados que estão extremamente desalinhados no Brasil”, emendou.

O especialista destacou que o Fórum Econômico de Davos é importante na definição de regras e arcabouços globais, além de ter um papel fundamental na geopolítica. Na Suíça estão reunidos os principais líderes europeus, enquanto o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump é esperado nesta quarta-feira (21).

O evento ganhou relevância frente às ameaças dos norte-americanos de uma nova rodada de tarifas contra a Europa, em especial contra os países que defendem a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, contra a ofensiva de Trump.

Durante o primeiro dia de evento, os líderes adotaram discursos duros contra a possibilidade de uma sobretaxa de 10% vinda dos norte-americanos. O
presidente da França, Emmanuel Macron
, por exemplo, criticou a política externa dos EUA.

“A Europa tem ferramentas muito fortes agora, e temos que usá-las quando não somos respeitados e quando as regras do jogo não são respeitadas. O mecanismo anti-coerção (da União Europeia) é um instrumento poderoso, e não devemos hesitar em utilizá-lo no ambiente difícil de hoje”, disse.

*Com CNN Brasil

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