Ucrânia diz que conversas com EUA sobre garantias de segurança foram ‘substanciais’

Negociadores ucranianos tiveram “conversas substanciais” sobre o plano de cessar-fogo com a
Rússia,
durante um encontro com o genro de
Donald Trump,
Jared Kushner, e o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff.

“Tivemos conversas substanciais sobre o desenvolvimento econômico e o plano de prosperidade, e sobre as garantias de segurança para a Ucrânia”, publicou o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Ncional, Rustem Umerov, neste domingo (18).

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia anunciado na última sexta-feira (16), que uma equipe de
negociadores viajou aos EUA
para discutir o fim da guerra. O país está preocupado, principalmente, com garantia de segurança.

“Se tudo for finalizado, e houver acordo por parte dos Estados Unidos — porque da nossa parte, em princípio, creio que já terminamos —, então assinar durante Davos será possível”, apontou.

As conversas devem continuar durante a reunião do Fórum Econômico Mundial, na próxima semana em Davos, na Suíça. Anteriormente, Zelensky havia afirmado que, se for alcançado um acordo geral, o país poderá assinar o acordo de cessar-fogo durante o encontro.

“Já houve várias rodadas de negociações. Trabalham nos documentos necessários para encerrar a guerra”, disse o presidente Volodimir Zelensky.

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As conversas aconteceram no momento em que a Ucrânia sofre consequências de bombardeios russos. Os ataques afetaram principalmente as instalações de energia do país. Parte da capital, Kiev, está sem calefação.

O novo chefe de gabinete de
Zelensky,
Kirill Budanov, disse, nesse domingo (18), que a Ucrânia receberia equipamentos de calefação da Itália, para “ajudar as regiões mais afetadas pelo terrorismo russo.”

O país norte-americano tem sido
intermediador
na tentativa de encerrar o conflito. Desde novembro do ano passado, os Estados Unidos, a Rússia e a Ucrânia têm discutido sobre o plano de
cessar-fogo
apresentado por Washington.

Guerra na Ucrânia

A invasão russa começou em fevereiro de 2022. Na época, Vladimir Putin decretou a anexação das regiões de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.

Desde o início da guerra, milhares de soldados morreram na linha de frente. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 14,3 mil civis já morreram e 3,5 mil ficaram feridos desde o início da guerra, incluindo 3 mil crianças.

* Com informações da AFP.


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