Qualquer agressão ao líder supremo será ‘guerra total’, diz presidente do Irã

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que qualquer agressão contra o líder supremo do país seria considerada uma “guerra total” contra o Irã.

O alerta foi publicado nas redes sociais, neste domingo (18), após o presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump,
ter pedido uma nova liderança para o país do Oriente Médio.

No último sábado (17), o republicano fez o pedido após
o aiatolá Ali Khamenei
tê-lo chamado de “criminoso” por apoiar os protestos antigovernamentais.

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“As dificuldades enfrentadas pelo povo iraniano hoje são, em grande parte, resultado da hostilidade de longa data e das sanções desumanas impostas pelos EUA e seus aliados”, publicou Pezeshkian na própria conta no Facebook.

Ele acrescentou que qualquer ameaça ou agressão a Khamenei “equivale a uma guerra total contra a nação.”

Protestos no Irã

Manifestantes, opositores da República Islâmica do Irã, vão às ruas de várias cidades do país desde o dia 28 de dezembro de 2025. Inicialmente, os protestos foram motivados pelo aumento dos preços e colapso da moeda local.

As manifestações começaram a ganhar grandes proporções, registrando mais de três mil mortos nas últimas três semanas, segundo o Iran Human Rights (IHR), grupo de direitos humanos com sede na Noruega.

Os
protestos
representam um desafio para a República Islâmica, que está no poder desde 1979. Aos gritos de “morte ao ditador”, milhares de iranianos pedem nas ruas de Teerã e de outras cidades o fim do sistema teocrático xiita, comandado pelo aiatolá Ali Khamenei.

Esse é o maior movimento de manifestação no Irã desde a morte de Mahsa Amini, presa por supostamente ter violado as normas de vestuário para mulheres, em 2022.

* Com informações da CNN Brasil.


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