Análise mineral e química é decisiva para a qualidade dos produtos industriais
A análise mineral e química tem papel central na garantia da qualidade e da conformidade dos produtos finais na indústria mineral e em cadeias produtivas que dependem de matérias-primas minerais.
Segundo Luan do Nascimento de Moura, pesquisador e coordenador do Laboratório de Caracterização Mineralógica do CIT Senai, em Belo Horizonte, essas análises deixaram de ser uma etapa pontual para se tornar uma ferramenta contínua de controle e tomada de decisão ao longo de todo o processo produtivo.
“A caracterização mineralógica engloba um conjunto de técnicas utilizadas para avaliar as propriedades físicas, químicas e mineralógicas de uma amostra, podendo ser aplicada desde as etapas iniciais de pesquisa mineral até o produto final”, explica Moura à Itatiaia.
Na etapa final da produção, os resultados das análises passam a cumprir uma função estratégica de controle de qualidade, permitindo verificar se o material atende aos requisitos mínimos definidos por normas técnicas e especificações da matéria-prima. Esse monitoramento assegura que o produto entregue ao mercado seja confiável, estável e adequado para o uso pretendido.
Risco de desvios e perdas no processo produtivo
De acordo com o pesquisador, a ausência de análises químicas e mineralógicas adequadas pode manter o processo produtivo fora do padrão sem que isso seja percebido.
“Hoje, a caracterização mineralógica deixou de ser apenas uma etapa final e passou a ser uma ferramenta de diagnóstico essencial ao longo de todo o processamento”, afirma.
Moura destaca que, no passado, o processamento baseado no empirismo era viável quando se trabalhava com minérios de alto teor. “Esse cenário mudou. Atualmente lidamos com depósitos mais complexos e de teores mais baixos, onde a eficiência de cada etapa do processo é fundamental”, diz.
Nesse contexto, o conjunto de análises disponíveis torna-se indispensável para garantir desempenho, controle e otimização operacional.
Decisões estratégicas na etapa final
Os resultados analíticos também são determinantes na etapa final da fabricação, influenciando diretamente a tomada de decisão. “É por meio dessas análises que se valida a conformidade do produto para comercialização”, explica Moura.
Quando são identificadas não conformidades, o material pode passar por ajustes, correções ou até reprocessamento. “Os dados orientam decisões estratégicas, como a liberação do produto para o cliente ou a necessidade de ajustes no próprio processo produtivo”, acrescenta.
Identificação de impurezas e prevenção de falhas
A caracterização mineralógica é considerada a principal ferramenta para identificar impurezas e prevenir falhas no produto final. Segundo Moura, a identificação de minerais de ganga, inclusões indesejadas e contaminantes só é possível por meio desse conjunto de análises.
“Esses estudos envolvem técnicas como microscopia óptica e eletrônica, difração de raios X, mineralogia automatizada e análises químicas quantitativas”, explica. A partir dessas informações, torna-se possível antecipar problemas, corrigir desvios e evitar falhas que comprometeriam o desempenho do produto.
Para o pesquisador, a análise mineral e química vai além de um diferencial competitivo e deve ser vista como etapa essencial da cadeia mineral.
“Costumo comparar com a área médica: não se inicia um tratamento sem diagnóstico. Da mesma forma, não é possível garantir eficiência, qualidade e conformidade sem conhecer profundamente o material”, conclui.
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