STF torna réus acusados de planejar explosão no Aeroporto de Brasília em 2022

Por unanimidade, a
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal
(STF) decidiu, nesta quarta-feira (17), tornar réus os três denunciados pela
tentativa de explosão nos arredores do Aeroporto Internacional de Brasília
, em dezembro de 2022, na véspera de Natal.

Foram quatro votos favoráveis a zero para abrir uma ação penal contra os acusados: Alan Diego dos Santos Rodrigues, George Washington de Oliveira Souza e Wellington Macedo de Souza.

Os três, que já foram condenados em duas instâncias pelo caso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), irão responder no Supremo pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, associação criminosa e atentado contra a segurança do transporte aéreo.

O julgamento só se encerra formalmente na noite da próxima sexta-feira (19), em plenário virtual. Ainda cabe recurso.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que a ação do grupo foi arquitetada em resposta à não reeleição do ex-presidente
Jair Bolsonaro
(PL). Eles teriam se reunido em torno do acampamento golpista instalado em frente ao
QG do Exército
, em Brasília, onde elaboraram um plano para detonar um artefato explosivo em local público.

Na denúncia, a PGR afirma que Wellington dirigiu o veículo, acompanhado de Alan Diego, e levou o explosivo, montado por George Washington, até o aeroporto.

George teria adquirido R$ 60 mil em armamentos explosivos e feito pesquisas na internet sobre os materiais.

Atualmente, os três estão presos preventivamente por ordem do Supremo.

Com a acusação da PGR acolhida, George Washington, Alan Diego e Wellington Macedo passam a responder formalmente pelos crimes, e será aberta uma ação penal.

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