Alerta de Trump sobre espaço aéreo da Venezuela leva Gol e TAP a cancelarem voos
A
companhia aérea Gol
TAP Air Portugal
Venezuela após um alerta emitido
Donald Trump, que afirmou neste sábado (29) que o espaço aéreo “acima e ao redor” do país sul-americano deve ser considerado “totalmente fechado”
O comunicado de Trump, publicado em uma de suas redes sociais, também mencionou companhias aéreas, pilotos e até grupos criminosos. “A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor, considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado”, escreveu o presidente.
Na semana passada, a agência reguladora de aviação dos Estados Unidos alertou as principais companhias aéreas sobre uma “situação potencialmente perigosa” ao sobrevoar a Venezuela devido ao “agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar dentro e ao redor” do país.
O alerta se soma a
declarações recentes de Trump, que afirmou na quinta-feira (27) que os EUA adotariam “muito em breve”
terrestres para conter cartéis de drogas que atuam na Venezuela
Trump afirmou ainda que já havia orientado grupos criminosos a interromper o envio de “veneno” aos Estados Unidos e que medidas por terra seriam implementadas “muito em breve”. A Venezuela ainda não comentou oficialmente o novo alerta.
EUA x Venezuela
Nos últimos meses, os
Estados Unidos reforçaram a presença militar
USS Gerald R. Ford, considerado o maior porta-aviões do mundo
O governo Trump afirma que seu objetivo é interromper o tráfico de drogas procedente do país sul-americano, mas Caracas afirma que Washington busca uma mudança de regime.
Desde o início da mobilização da frota militar, as forças americanas mataram pelo menos 83 pessoas em mais de 20 ataques contra supostos ‘narcolanchas’, no Caribe e no leste do Pacífico.
Enquanto o governo americano afirma que o objetivo é combater o tráfico, o regime de Nicolás Maduro acusa Washington de tentar promover uma mudança de governo no país. Apesar do aumento da pressão militar, tanto Trump quanto Maduro indicaram nos últimos dias estar abertos a possíveis negociações.
Washington não apresentou nenhuma evidência de que as embarcações atingidas fossem utilizadas para transportar drogas ou representassem uma ameaça aos Estados Unidos.


