Chile vai às urnas em disputa presidencial entre comunista e trio da direita

O
Chile
realiza neste domingo (16) a eleição presidencial, em um cenário em que a segurança pública domina as preocupações dos eleitores, segundo pesquisas recentes. O pleito reúne oito candidatos, mas quatro deles concentram as maiores intenções de voto e devem protagonizar a disputa que pode avançar para um segundo turno, previsto para 14 de dezembro, caso nenhum postulante alcance 50% dos votos válidos.

As urnas abrirão em meio a forte mobilização nacional, já que esta será a primeira eleição presidencial com voto obrigatório desde 2012. A disputa, marcada por tensões em torno da segurança pública e profundas diferenças ideológicas, pode redefinir o cenário político chileno para os próximos anos.

Veja quem são os principais nomes:

  • Jeannette Jara: favorita da coalizão governista

Jeannette Jara, 51 anos, lidera a maioria das pesquisas e é a primeira candidata comunista desde o retorno da democracia. Ex-ministra do Trabalho do governo Boric, comandou reformas como a redução da jornada de trabalho e o aumento do salário mínimo. Jara nasceu em um bairro operário de Santiago, entrou na Juventude Comunista aos 14 anos e fez carreira pública nos governos Bachelet e
Boric
. Na campanha, adota um perfil pragmático, priorizando segurança e equidade. Se eleita, será a primeira presidente comunista do Chile na era democrática.

  • José Antonio Kast: ultradireita aposta em discurso de segurança

José Antonio Kast, em sua terceira tentativa presidencial, aparece em segundo lugar. Conhecido pela linha dura contra criminalidade e imigração irregular, chegou ao segundo turno em 2021. Nesta campanha, amenizou posições polêmicas, mas mantém propostas rígidas de segurança e controle migratório, comparadas às de Donald Trump e Jair Bolsonaro. Continua popular entre setores conservadores da direita chilena.

  • Johannes Kaiser: o libertário que agita o campo conservador

O libertário Johannes Kaiser, 49 anos, subiu ao terceiro lugar nas pesquisas e se tornou a surpresa da eleição. Ex-comentarista no YouTube, defende livre mercado e a saída do Chile de acordos internacionais como o de Escazú e a Agenda 2030. Criador do Partido Nacional Libertário, tem entre 14% e 15% das intenções de voto, o que pode dividir a direita e dificultar a ida de Kast ao segundo turno.

  • Evelyn Matthei: centro-direita busca espaço entre moderados

Evelyn Matthei, prefeita de Providencia e candidata pelo Chile Vamos, tenta crescer entre eleitores moderados. Embora atrás de Kast e Kaiser no eleitorado conservador, lidera entre eleitores de centro. Matthei faz criticas as propostas econômicas de Kast e tem melhor desempenho em Santiago, entre mulheres, idosos e eleitores de maior renda. Sua campanha aposta na experiência administrativa para avançar na reta final.

* Informações com CNN


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