Tenente da PM já está em liberdade após ser absolvido, diz defesa

O
tenente da Polícia Militar Henrique Velozo
já deixou o presídio militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, e está em liberdade. A informação foi confirmada à Itatiaia pelo advogado Guilherme Drabovski, que faz parte do escritório de Cláudio Dalledone, responsável pela defesa no caso. O policial
matou o lutador Leandro Lo com um tiro na cabeça em 2022
.

O alvará de soltura do policial, preso de forma preventiva, foi expedido pouco tempo após a decisão ser proferida, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Com isso, a soltura do PM depende apenas de trâmites protocolares do sistema prisional militar.

Após três dias de julgamento, o tenente foi absolvido pelos jurados nesta sexta-feira (14), em São Paulo, pelo assassinato do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo, de 33 anos.

A maioria dos jurados acolheu os argumentos da defesa do militar, que sustentava desde o início que o PM agiu em legítima defesa. O julgamento de Velozo começou na quarta-feira (12) e terminou nessa sexta, no Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital paulista.

Há quase um mês, a Itatiaia teve acesso a uma
decisão liminar que foi considerada uma vitória da defesa do militar
. A Justiça de São Paulo acolheu o pedido dos advogados para que o PM fosse reintegrado à corporação antes mesmo do julgamento ser concluído. Por ser Tenente, o militar voltará a receber um salário de R$ 14.600.

Por meio de decisão liminar, o desembargador Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça de SP (TJ-SP), suspendeu a eficácia do decreto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que havia exonerado Velozo dos quadros da PM.

Em um trecho do documento, o magistrado afirma que é “razoável” que aguarde a conclusão do processo que seja tomada qualquer decisão sobre o futuro profissional do militar.

“Admitida embora a independência das instâncias penal, cível e administrativa, mostra-se razoável que se aguarde o trânsito em julgado do acórdão proferido pelo Conselho de Justificação para, então, admitir-se a aplicação da penalidade de demissão e suspensão dos vencimentos do impetrante”.

Na sequência, o desembargador determina que seja restabelecido o pagamento do salário do militar.

“Defiro a liminar para restabelecer o pagamento de seus vencimentos e suspender a eficácia do decreto que determinou a aplicação da penalidade de demissão até o trânsito em julgado do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça Militar”, diz trecho da decisão.

A decisão suspende decreto do governador Tarcísio

A decisão liminar do desembargador suspende integralmente o decreto do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). No dia 22 de setembro, ele aceitou a recomendação do Tribunal de Justiça Militar e demitiu o tenente da PM.

Com a decisão, na prática, Velozo voltou a ser considerado PM. No entanto, ele permaneceu preso sob custódia no Presídio Militar Romão Gomes.

À época, a defesa do militar sustentou que a decisão restabeleceu o equilíbrio jurídico do caso. Na oportunidade, o advogado Cláudio Dalledone, que representa Henrique Velozo, já garantia que provocaria a inocência do cliente.

“Ele será absolvido e regressará às fileiras da Polícia Militar do Estado de São Paulo”, disse Dalledone em uma nota enviada à Itatiaia antes do julgamento ser concluído.

Relembre o caso

O crime aconteceu em agosto de 2022 dentro do Clube Sírio, no bairro de Indianópolis, na Zona Sul.
Leandro morreu após ser baleado na cabeça
durante um show. O único disparo que atingiu a cabeça do lutador foi feito pelo militar Henrique Velozo.

Após o crime, o PM se entregou à Corregedoria e estava preso desde então no presídio militar Romão Gomes.


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