Corinthians sofre transfer ban por dívida com o Cuiabá; saiba detalhes

O
Corinthians
sofreu, nesta segunda-feira (20), um transfer ban por uma dívida com o
Cuiabá
pela compra do volante Raniele, realizada em janeiro de 2024. O Timão atrasou em três dias o pagamento da segunda parcela da transação, estimada em R$ 780 mil.

A decisão foi confirmada à Itatiaia pela CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), órgão da CBF reponsável por mediar pendências financeiras entre clubes e atletas.

“Diante da informação do pagamento do SC Corinthians no prazo determinado na Ordem Processual nº 3 que determinou o pagamento da segunda parcela para 17/10/2025 (cjs. 290 a 293), aplica-se a sanção de proibição de registro de novos atletas pelo período de seis meses”, diz a decisão.

O que diz o Corinthians

Em contato com a reportagem, o Corinthians alegou, no último sábado (18), que o pagamento será feito normalmente na próxima semana, e dentro do prazo estabelecido. De acordo com o clube paulista, o comprovante pode ser enviado em até cinco dias úteis após o vencimento do boleto.

Desta forma, segundo o Timão, não há nenhum tipo de irregularidade, o valor será pago integralmente dentro dos próximos dias e não haverá penalidade imposta.

Entenda o caso

Essa não é a primeira vez que o Corinthians atrasa parcelas do acordo. O clube já havia descumprido o prazo de pagamento da primeira parcela, em setembro, mas conseguiu evitar sanções ao quitar o valor dentro do período de tolerância estabelecido pela CNRD.

Desta vez, porém, a entidade promete adotar uma postura mais rigorosa em caso de reincidência, podendo aplicar punições imediatas.

Além da pendência com o Cuiabá, o Corinthians já enfrenta um transfer ban ativo na Fifa, relacionado a uma dívida com o Santos Laguna-MEX pela contratação do zagueiro Félix Torres.

O acordo com o Cuiabá integra o esforço do clube paulista para reorganizar sua situação financeira, em meio à tentativa de adesão ao Regime Centralizado de Execuções (RCE) — mecanismo que permite o parcelamento de cerca de R$ 367 milhões em até dez anos. O Dourado, que tem R$ 18 milhões a receber, é um dos principais credores.

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