Petro rebate Trump e diz que presidente ‘não entende o conceito de humanidade’

O presidente da Colômbia,
Gustavo Petro
, rebateu as
acusações feitas pelo seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump
. Nas redes sociais, o líder colombiano afirmou que o republicano “é o problema” e não os estadunidenses.

Em outra publicação no X, antigo Twitter, Petro disse que Trump está sendo “enganado” por seus assessores. “Recomendo que Trump leia a Colômbia com atenção e determine de que lado estão os traficantes de drogas e de que lado estão os democratas”, afirmou.

Mais cedo, neste domingo, Trump anunciou que os Estados Unidos irão encerrar os “pagamentos e subsídios em larga escala” à Colômbia. No mês passado,
Washington retirou a certificação do país sul-americano como aliado na luta contra as drogas
.

A Colômbia é atualmente o país da América do Sul que mais recebe ajuda financeira dos Estados Unidos. Em 2023, durante o
governo de Joe Biden, foram cerca de US$ 740 milhões desembolsados — o equivalente a R$ 3,9 bilhões.

Trump também escreveu: “Petro, um líder mal avaliado e muito impopular, com uma língua afiada em relação aos EUA, é melhor fechar imediatamente estes campos de extermínio, ou nós vamos fechar, e isso não será de forma agradável”.

A ofensiva contra mais um chefe de Estado latino ocorre após Petro criticar as ações das
Forças Armadas dos EUA no Caribe
, próximo à Venezuela.

Também nas redes sociais, o colombiano afirmou que o governo estadunidense cometeu assassinato e violou a soberania nacional em águas estrangeiras — que não pertencem aos EUA. “O pescador Alejandro Carranza não tinha vínculos com o narcotráfico e sua atividade diária era pescar”, disse.

Tensão com a Venezuela

A escalada da tensão com Petro é apenas mais um episódio que marca o clima de Trump com líderes da América do Sul.

Nesta semana, após atacar duas embarcações no Caribe, próximo à Venezuela, a
Casa Branca autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a realizar operações secretas no país de Nicolás Maduro
.

A autorização permite que a CIA realize ataques letais contra suspeitos de tráfico de drogas ou até outras ações mais amplas.

Na corda bamba das relações com Washington também está o Brasil. Após implementar
tarifas de 50% em produtos brasileiros
e
adotar medidas contra autoridades do Judiciário
, alegando uma suposta
perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL), o governo de
Trump negocia a retirada das medidas com o governo Lula
(PT).


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