Tarifa Zero BH: representante da Fecomércio diz que medida pode estrangular comércio

A Federação das Indústrias do Comércio de Minas Gerais (Fecomércio-MG) afirma que a tarifa zero no transporte público de Belo Horizonte pode “estrangular o comércio”. A
proposta foi rejeitada na Câmara Municipal nesta sexta-feira (3)
, com a presença massiva de movimentos sociais que apoiavam a medida.

A Fecomércio é mais uma das entidades a criticar a proposta, que prevê a criação de uma Taxa do Transporte Público (TTP) para financiar o sistema junto com o subsídio já pago pela administração da capital. A taxa seria cobrada de empresas que tenham 10 ou mais funcionários, isentando aquelas que estão abaixo desse patamar.

Segundo Alexandre França, assessor de relações institucionais da Fecomércio, estudos indicam que a tarifa zero em cidades pequenas aumentou a
demanda por transporte público
em 161%. Em Belo Horizonte, ele argumenta, o sistema não comportaria um avanço no número de usuários.

“Os empresários vão pagar uma conta que vai aumentar o custo do trabalhador para o empresário. Isso vai gerar o quê? Vai gerar aumento nos preços, obviamente, porque os empresários estão trabalhando muito ajustados. E com isso vai aumentar o preço para os consumidores. Outro ponto importante também que a gente entende juridicamente que é inconstitucional”, disse.

Questionado se os recursos que as famílias deixam de gastar com transporte poderia ser usado no comércio, destacou que poderia haver uma
pequena melhora para os consumidores
, mas não é certo. “Pelos nossos estudos, isso aí ainda não está certo que pode acontecer”, ressaltou.

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