Jovem suspeita de gerenciar finanças do PCC é presa no Rio de Janeiro

A estudante de medicina veterinária Beatriz Leão Montibeller Borges, de 25 anos, foi presa em um apartamento em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela estava foragida desde março e é acusada de atuar no setor financeiro da organização criminosa
Primeiro Comando da Capital (PCC)
no Paraná.

Segundo a investigação, Beatriz mantinha um relacionamento com
um dos chefes da facção
e controlava parte do dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Ela também teria influência em decisões sobre compras e investimentos do grupo.

Segundo a polícia, a jovem que foi presa na última sexta-feira (29), levava uma vida de luxo, bancada com recursos ilegais, incluindo viagens, academia, faculdade e despesas pessoais.

Beatriz vai responder por associação criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A jovem deve ser transferida para o Paraná.

A operação foi realizada pela Polícia Civil do Paraná, por meio da unidade Tigre, com apoio da Delegacia de Homicídios da Capital, no Rio de Janeiro.

Entenda a Operação Carbono Oculto

O PCC esteve na mira das autoridades de forma intensa na última semana, quando três grandes operações revelaram um esquema bilionário no setor de combustíveis. A ação mobilizou cerca de 1.400 agentes e cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo as autoridades, o grupo teria sonegado mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais.
Ao todo, mais de 350 alvos — entre pessoas físicas e jurídicas
— são suspeitos de crimes contra a ordem econômica,
adulteração de combustíveis
, crimes ambientais, lavagem de dinheiro, fraude fiscal e estelionato.

(Sob supervisão de Marina Dias)


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