saiba o que pode acontecer com a carreira da delegada Ana Paula
O porta-voz da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), delegado Saulo Castro, disse nessa sexta-feira (29) durante entrevista que a delegada Ana Paula Balbino Nogueira, mulher de Renê Silva Nogueira Júnior,
assassino confesso do gari Laudemir de Souza Fernandes,
“A depender do que for apurado, será naturalmente imposta uma penalidade. Como eu falei na última coletiva, a nossa Lei Orgânica, no tocante ao nosso regime disciplinar, prevê diversas penalidades que vão desde uma repreensão até em casos mais graves, uma demissão”, explicou.
Ele falou ainda que, no dia 11 de agosto,
quando Laudemir foi assassinado,
“Então, tecnicamente, ela não foi presa, ela não foi autuada. Ela, naquele momento, apresentou sua versão dos fatos, houve o recolhimento do seu telefone particular e, também na residência do casal, o recolhimento das duas armas”, detalhou o porta-voz.
Além desse inquérito na Corregedoria, Saulo Castro contou que há um procedimento disciplinar e que todo o processo “está sendo apurado de maneira minuciosa, técnica e imparcial”.
Delegada indiciada
A delegada Ana Paula Balbino Nogueira foi indiciada por porte ilegal de arma de fogo.
“A esposa tinha ciência que ele fazia o uso da arma de fogo com constância”, afirmou o delegado Evandro Radaelli.
Segundo o delegado, ela é indiciada por ceder e emprestar a arma de uso permitido. A pena é de 2 a 4 anos mas pode aumentar.
“Não sabemos se ela teve ciência na hora do fato [o crime] ou quando a polícia o encontrou na academia. Ele apagou várias mensagens e isso dificultou”, disse o delegado Mateus Moraes.
No entanto, Moraes explicou que um áudio comprovou que a delegada sabia que ele usava a arma.
Assassino indiciado por três crimes
A Polícia Civil indiciou Renê por homicídio duplamente qualificado por motivo fútil que impossibilitou a defesa da vitima.
Ana Paula Balbino Nogueira
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