juíza cita ‘tumulto processual’ e intima Renê a definir advogado
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri – 1ª Sumariante da Comarca de Belo Horizonte, determinou, nesta quarta-feira (27),
que Renê da Silva Nogueira Júnior, que confessou ter assassinado o gari Laudemir de Souza Fernandes,
Ela decretou que esse procedimento seja feito presencialmente.
No despacho, Ana Carolina disse que as constantes mudanças de defesa estão causando “tumulto processual”.
Desde que foi preso, no dia 11 de agosto, Renê Júnior trocou de advogados três vezes (leia mais abaixo).
Leia, abaixo, a íntegra do despacho da magistrada:
“DESPACHO
Vistos,
1. Tendo em vista a sequência de juntadas de procurações e termo de revogação de
mandato, causando tumulto processual, determino a intimação pessoal do investigado para que informe expressamente quem é o advogado que está a representá-lo neste inquérito policial.
Expeça-se mandado de intimação, em caráter de urgência.
2. Após, remetam-se os autos ao Ministério Público, no prazo de 02 (dois) dias.
Cumpra-se, com urgência
Belo Horizonte, data da assinatura eletrônica.
ANA CAROLINA RAUEN LOPES DE SOUZA
Juíza de Direito
Tribunal do Júri – 1º Sumariante da comarca de Belo Horizonte”
Trocas de advogados
Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, escreveu uma carta de próprio punho voltando atrás na decisão de
trocar de advogado pela terceira vez desde que foi preso
Na manhã dessa segunda-feira (25), a Justiça havia recebido procuração que nomeava Bruno Silva Rodrigues como defensor de Renê,
que está preso no Presídio de Caeté, na Grande BH
Rodrigues, que é do Rio de Janeiro, substituiria
Dracon Cavalcante
quando os primeiros advogados de Nogueira Júnior deixaram o caso
Em contato com a Itatiaia, Dracon Cavalcante se disse surpreso com a mudança e que isso o fez ir até o Presídio de Caeté para confrontar Renê sobre o assunto. Chegando lá, o homem teria voltado atrás e dito que sua ideia era que Dracon e Bruno trabalhassem juntos em sua defesa.
O advogado então pediu para que Nogueira Júnior escrevesse uma carta de próprio punho manifestando o interesse de continuar sendo defendido por ele.
A carta de Renê Júnior
Veja, na íntegra, o que Renê escreveu e, abaixo, confira uma foto da carta:
“Eu, Renê da Silva Nogueira Júnior, tinha dado autorização para o Dr. Dracon via procuração para me defender no meu nome. Gostaria de reforçar que acredito no trabalho do mesmo e reforço a necessidade que meus advogados trabalhem em parceria. O que aconteceu foi um acidente com a vítima e me sinto bem representado tanto pelo Dr. Dracon como pelo Dr. Bruno Rodrigues. Tenho certeza que resolveremos esse mal entendido. Pedi ao mesmo para não sair do meu caso. Que Deus abençoe.
Assinado: Renê da Silva Nogueira Júnior
25 de agosto de 2025”


