tecnologia reforça eficiência e segurança de São Paulo
Diversas cidades já utilizam a tecnologia de forma estratégica para transformar a
infraestrutura urbana
O Smart Sampa é um programa municipal de segurança e tecnologia que utiliza inteligência artificial para otimizar o policiamento e ampliar a proteção aos cidadãos. Atualmente, o sistema reúne cerca de 40 mil câmeras distribuídas pela capital paulista, sendo mais de 9.000 mil apenas no centro. Os equipamentos utilizam inteligência artificial para realizar o reconhecimento facial de pessoas procuradas pela Justiça, permitindo a identificação em poucos segundos.
Segundo a Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção, o programa tem contribuído para a captura de criminosos de alta periculosidade, como assassinos, estupradores e assaltantes de banco. O secretário municipal de Segurança e Prevenção de São Paulo, Orlando Morando, afirma que, no último ano, mais de 500 crimes foram esclarecidos e criminosos foram presos com apoio do sistema.
“Estamos falando de assassinos, estupradores, ladrões de banco, integrantes de facções, pessoas do mais alto nível de periculosidade que circulavam livremente, especialmente em uma cidade com 12 milhões de habitantes como São Paulo. No ano passado, mais de 500 crimes foram esclarecidos e criminosos foram presos graças ao programa”, afirma.
Dados do programa indicam resultados expressivos no apoio às
ações de segurança pública
O monitoramento inteligente faz apoio às operações policiais. “Se o crime avança tecnologicamente, principalmente o crime organizado, e o poder público também tem que fazer seu investimento em tecnologia, principalmente usando a inteligência artificial”, relata o professor e especialista em segurança pública, Flávio Sapori.
Proteção às mulheres
Outra funcionalidade importante do programa é um aplicativo voltado para mulheres que possuem medidas protetivas. A ferramenta inclui um botão de pânico que, quando acionado, envia um alerta imediato ao sistema inteligente. De acordo com o secretário, esses chamados são classificados como “prioridade zero”, recebendo atendimento imediato das forças de segurança.
“Quando ela se sente ameaçada, pode acionar o botão de pânico no celular. Isso faz com que a prioridade máxima naquele momento seja atender essa mulher. Somente no ano passado, o programa registrou quase 500 desses chamados, possivelmente evitando agressões e casos de feminicídio”, relata.
Confira a reportagem completa:


