Sistema metroviário paulista transforma a mobilidade urbana
Reconhecida pela modernidade, a Linha 4–Amarela do metrô de São Paulo, uma das
primeiras concessões
A linha conta com 29 trens e 11 estações que atravessam regiões estratégicas da capital paulista. O contrato inicial previa investimentos de US$ 2 bilhões. Recentemente, foram anunciados quase US$ 4 bilhões adicionais para ampliar a linha e construir novas estações.
O diretor da Companhia Paulista de Parcerias, Augusto Almudin, explica que o projeto foi pioneiro no país.
“Ela teve esse ineditismo. É um sistema que funciona muito bem para a população. Nos contratos já celebrados de PPP ou concessão, a gente tem três expansões futuras previstas, tanto da linha 4, da linha 5 e da linha 6 Laranja do metrô também. São todos projetos que já estão contratados, portanto não são parte da estruturação, mas cuja expansão o Estado também já prevê investimentos para fazer em todos”, explica Augusto.
A implantação da linha também impactou a dinâmica da cidade. Ao conectar diferentes regiões, houve redução do trânsito em bairros cortados pelo trajeto, além do aumento da circulação de pessoas em áreas comerciais, culturais e de lazer. O funcionamento da linha é monitorado continuamente e, segundo o diretor, a maior parte dessas experiências, operadas em parceria com a iniciativa privada, estabelece metas e padrões de qualidade.
“Todas essas empresas têm um contrato com o Estado, então é um contrato bastante robusto. O contrato exige metas específicas de serviços, de nível de serviço específico, e tem penalidade para descumprimento de condutas contratuais”, complementa.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirma que as parcerias são fundamentais para viabilizar grandes projetos metroviários.
“Temos uma série de projetos de grande porte que demandam grandes investimentos que não se viabilizam porque têm valor presente líquido negativo. Isso é comum no setor de transporte metroferroviário, transporte sob trilhos, então são investimentos muito altos. O retorno não se viabiliza só por tarifa e a gente achou esse modelo”, relata.
O governador também destacou a evolução na
estruturação desses projetos
“E esse modelo acaba dando certo porque a gente aprendeu a estruturar esses projetos, a gente aprendeu a mitigar os riscos e a gente aprendeu a tratar a questão das garantias. E isso é fundamental para que uma PPP decole.”
Em média, a Linha 4 transporta cerca de 700 mil passageiros por dia. Entre os usuários, as avaliações se dividem entre elogios e pedidos de melhorias. Atualmente, o metrô da região funciona das quatro da manhã à meia-noite. A estudante Alice Iglesias Leão destaca a praticidade do transporte, mas aponta limitações no horário de funcionamento.
“E o que eu acho bom no metrô é a facilidade, a rapidez de um ponto para o outro, ainda mais em São Paulo. E o que eu acho ruim é o horário que encerra, eu acho que acaba tornando tudo mais corrido”, conta.
Já a advogada Mariana Miuha Hakau elogia a abrangência do sistema, mas critica a lotação. “E um ponto positivo do metrô é que você consegue chegar em qualquer lugar de São Paulo e um ponto negativo é talvez a superlotação dele”, comenta.
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