Nova tecnologia do SUS promete reduzir tempo de diagnóstico de doenças raras

O Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer uma nova tecnologia de sequenciamento completo de DNA para agilizar e tornar mais preciso o diagnóstico de doenças raras. A expectativa é que a plataforma atenda até 20 mil pessoas por ano em todo o Brasil, reduzindo o tempo médio de diagnóstico de sete anos para seis meses.

O anúncio foi feito pelo Alexandre Padilha nessa última quinta-feira (26), em Brasília. Estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas no país tenham doenças raras.

“Nós colocamos para o SUS o sequenciamento completo do exoma, que é um exame que custaria R$ 5 mil”, explicou Padilha. Segundo ele, a redução do tempo de diagnóstico é fundamental para o tratamento e melhora da qualidade de vida dos pacientes.

Ampliação de serviços

O ministro destacou a importância de ampliar serviços para estados que ainda não tinham atendimento especializado, garantindo acesso mais próximo da residência dos pacientes.

O coordenador de doenças raras do Ministério da Saúde, Natan Monsores, afirmou que pacientes atendidos em serviços de referência ou identificados em triagem neonatal podem ser encaminhados para os polos de sequenciamento.

Ele destacou que o teste fornece diagnósticos precisos, auxiliando médicos geneticistas e equipes de neurologia e pediatria.

Coleta e aplicação

O material é coletado com um cotonete na parte interna da bochecha ou por meio de sangue. O exame permite avançar no diagnóstico de deficiências intelectuais, atrasos no desenvolvimento infantil e diversas condições genéticas.

Atualmente, 11 unidades da federação já oferecem o serviço. Em 90 dias, foram realizados 412 testes com 175 laudos emitidos. A meta do Ministério da Saúde é expandir a tecnologia para todas os estados do Brasil até abril de 2026.

Novas terapias

Além da plataforma de diagnóstico, o Ministério anunciou o tratamento de crianças com atrofia muscular espinhal (AME) usando terapia gênica inovadora. Segundo a pasta, todas as crianças tratadas tiveram a progressão da doença interrompida.

Com agência Brasil

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