Empresas dos EUA ficam com 16% da Azul após aporte de US$ 200 milhões
A Azul Linhas Aéreas informou nesta segunda-feira (23) que as companhias American Airlines e United Airlines, ambas dos Estados Unidos, terão cada uma 8% de participação na empresa com os
aportes de US$ 200 milhões anunciados na última semana
Com a nova estrutura, as companhias passarão a ser acionistas de referência da Azul, mas não devem indicar automaticamente membros do conselho. A companhia aérea brasileira passará a operar como uma “corporation”, quando o controle é pulverizado em mais de um acionista.
Em coletiva de imprensa, o CEO da Azul, John Rodgerson, disse que o objetivo do negócio é crescer com responsabilidade e reconquistar clientes, ressaltando que a empresa estava em um “modo de sobrevivência” nos últimos seis anos. “Estamos no modo de reinvestir nos nossos clientes e na nossa marca, mas vamos fazer isso com responsabilidade”, afirmou.
Cada empresa norte-americana se comprometeu a aportar US$ 100 milhões, reforçando a estrutura de capital da Azul e apoiando a execução do plano de reorganização e as operações da Companhia após a saída da recuperação judicial. A entrada da American Airlines na empresa ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
A Azul ainda informou que celebrou um acordo de investimento adicional com alguns credores no montante de US$ 100 milhões, totalizando US$ 300 milhões em aportes. No caso do aporte da United, ele será realizado no contexto da oferta pública de ações divulgada ao mercado em 3 de fevereiro e com liquidação prevista para 20 de fevereiro. Por parte da American Airlines, espera-se que seja realizado mediante a subscrição de bônus previstos em um contrato de subscrição de warrants – títulos de garantia.


