por que o momento é favorável para o setor e para o comprador?
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) consolidou em 2026 um cenário de alta previsibilidade e acesso ampliado ao crédito. Segundo Edmil Adib Antonio, diretor da MRV, a convergência de novas regras e incentivos fiscais criou o ambiente mais robusto para a habitação econômica nos últimos anos.
O que mudou no Minha Casa, Minha Vida?
Os principais pontos que definem o novo momento do programa e ampliam o poder de compra das famílias são:
- Criação da Faixa 4: expansão do programa para novos perfis de renda, ampliando o teto de atendimento.
- Redução de Juros e Aumento de Subsídios: medidas que elevam diretamente a capacidade de financiamento do comprador.
- Novos Tetos Regionais: atualização do valor máximo dos imóveis permitidos em cada município, aumentando o estoque de unidades elegíveis.
- FGTS Futuro: possibilidade de utilizar depósitos futuros do FGTS para amortizar parcelas ou aumentar o valor do financiamento.
- Integração de Faixas: clientes da Faixa 2 agora podem adquirir imóveis que antes eram restritos à Faixa 3, gerando maior flexibilidade.
Como funciona o financiamento com o MCMV agora?
Para entender o impacto prático das mudanças, é necessário observar a combinação de três fatores essenciais: juros, subsídio e teto.
- Capacidade de Compra: com juros menores, a parcela cabe no bolso de mais famílias.
- Entrada Facilitada: o aumento dos subsídios (valores que o governo aporta) diminui o valor necessário para a entrada.
- Disponibilidade: com o aumento do teto de financiamento, as construtoras conseguem oferecer mais unidades dentro das regras do programa.
Impacto Social e de Mercado: Esta combinação permite que o FGTS — o eixol do financiamento da habitação popular — atenda a cerca de 90% dos fundistas, garantindo que o programa atinja a demanda qualificada de forma eficiente.
Perspectivas para 2026 e o Setor de Construção
A previsibilidade do orçamento e a estabilidade das regras do MCMV permitem que empresas como a MRV planejem lançamentos com maior segurança. Para o ano de 2026, espera-se:
- Melhor desempenho financeiro para as incorporadoras devido ao giro de estoque.
- Impacto social ampliado, com a redução do déficit habitacional em regiões metropolitanas.
Maior prazo de financiamento, agora estendido, o que dilui o valor das prestações e facilita a aprovação de crédito.


