Banco do Brasil registrou calote bilionário de uma única empresa
Mesmo com um lucro líquido de R$ 20,7 bilhões em 2025, o
balanço do Banco do Brasil
O BB não revelou o nome da companhia envolvida, mas o calote fez o índice de inadimplência acima de 90 dias do banco subir para 5,17%, o maior entre as instituições financeiras tradicionais. Segundo o balanço, o caso ocorreu na carteira de Títulos e Valores Mobiliários, geralmente ligada aos investimentos.
Em coletiva de imprensa, o vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, disse que o calote trata-se de um caso antigo e “problemático”, que já vinha sendo provisionado pelo banco estatal há alguns anos. O gestor não mencionou o nome da empresa responsável pela dívida, mas destacou que era possível “fazer uma associação” com informações publicadas na mídia.
“A negociação foi concluída no fim de 2025, e os instrumentos foram assinados no início de 2026. Com isso, a operação foi regularizada agora em janeiro e acabou sendo cedida a terceiros”, explicou Prince.
Quando o calote foi revelado, foi divulgado na imprensa que ele teria sido causado pela Braskem, empresa que atua no setor petroquímico, líder na produção de resinas termoplásticas. Porém, a companhia negou que estaria inadimplente com o Banco do Brasil e divulgou um comunicado ao mercado para se justificar.
“Em função de notícias veiculadas na mídia a respeito de um suposto inadimplemento, pela Companhia, de obrigações junto ao Banco do Brasil ocorrido no último trimestre de 2025, esclarece que não possui, ou possuía em 2025, exposição financeira material junto ao Banco do Brasil e que está adimplente com as obrigações financeiras mantidas com tal instituição financeira, não tendo ocorrido qualquer inadimplemento no referido período de 2025”, disse.


