Sinal de Frank é fator de risco para infarto? cardiologista Roberto Kalil esclarece
A morte do empresário e influenciador
Henrique Maderite
sinal de Frank
Em participação no programa Live CNN Brasil, o cardiologista Roberto Kalil, diretor clínico do Instituto do Coração (InCor) da FMUSP e professor titular de Cardiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, explicou que o sinal foi descrito em 1973 pelo médico americano Sanders Frank. Desde então, pesquisas investigam uma possível correlação entre a marca e problemas cardíacos.
Segundo Kalil, trata-se de uma observação clínica, e não de um diagnóstico.
“Não existe uma relação direta. É uma observação. Estudos mostram que pode haver correlação com doença cardíaca e obstrução das artérias, mas não é um fator de risco isolado”, afirmou.
O médico citou pesquisas recentes, como um estudo de 2021 com cerca de 4 mil pessoas, que apontou associação entre o sinal e maior incidência de doença arterial coronariana. Ainda assim, ele reforça que a presença da marca não significa que a pessoa terá infarto.
“Não é porque tem o sinal de Frank que vai ter doença cardíaca. E quem não tem, também não está livre do risco”, destacou.
Fatores de risco mais importantes
Kalil afirmou que os principais fatores de risco para infarto continuam sendo os conhecidos, como: hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool.
“São fatores comprovados, que aumentam a incidência de infarto e também de acidente vascular cerebral”, explicou.
Para o cardiologista, o sinal de Frank pode servir como um alerta para buscar avaliação médica, mas não deve ser interpretado como algo determinante.
“Não pode levar como algo absoluto. É um sinal que pode chamar atenção para fazer uma avaliação clínica”, disse.
Gordura abdominal pode ser um sinal mais importante
Durante a entrevista à CNN, Kalil afirmou que há indicadores físicos mais relevantes do que a marca na orelha.
“O mais importante do que ficar se olhando no espelho para ver o sinal de Frank é olhar para a barriga. A gordura abdominal, sim, é um agravante de risco para doença cardíaca”, afirmou.
Segundo ele, o acúmulo de gordura na região abdominal está diretamente associado ao aumento do risco de doença coronariana e infarto.
Morte do influenciador Henrique Maderite
O
influenciador e empresário Henrique Maderite morreu aos 50 anos
Em publicação nas redes sociais, a família informou que o empresário sofreu um infarto fulminante.
O caso ganhou repercussão após a
circulação de imagens nas redes que mostram Henrique com a dobra no lóbulo da orelha,


