Hospital do Barreiro é referência nacional com modelo de gestão em PPP

O Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, conhecido como Hospital do Barreiro, em Belo Horizonte, alcançou nos últimos anos elevados índices de aprovação nas pesquisas de satisfação dos usuários. Inaugurada em 2015, a unidade é hoje considerada referência nacional em procedimentos neurológicos e ortopédicos.

O complexo de saúde responde por 20% de todas as internações da Região Metropolitana de Belo Horizonte. São mais de 7 mil cirurgias e cerca de 21 mil consultas médicas realizadas por ano. Apesar de ser público,
o hospital opera por meio de uma concessão administrativa
, modelo em que o parceiro privado é responsável pelos serviços não clínicos, além de ter executado a construção e cuidar da manutenção da estrutura.

O CEO da concessionária Opy Health, Mateus Renault, explica o
funcionamento da gestão
. “É um modelo de parceria público-privada entre a Opy Health e o município de Belo Horizonte. A estrutura contratual é regida por esse contrato de longo prazo, de 20 anos, possivelmente renovável. É isso que estabelece nossa relação contratual e o modelo com o qual a gente opera aqui”, detalha.

Além da construção da unidade, a empresa também foi responsável pela instalação dos equipamentos e segue à frente da manutenção. “A gente é responsável pela equipagem, por colocar todos os equipamentos e mobiliário e fazer a manutenção do hospital, incluindo os serviços não clínicos, como portaria, limpeza, nutrição e engenharia clínica, que é a manutenção dos equipamentos, a limpeza dos leitos e a higienização dos materiais cirúrgicos”, explica.

O contrato prevê fiscalização externa diária, com acompanhamento de indicadores de qualidade. Caso haja problemas, como um equipamento com defeito ou até uma lâmpada queimada, a concessionária precisa solucionar dentro de prazos estabelecidos. Se as metas não forem cumpridas, há impacto direto nos repasses financeiros.

“Com esses indicadores, o poder concedente estabelece o que quer em termos de eficiência operacional. Define em quanto tempo um leito precisa ser liberado, a velocidade de giro do material cirúrgico, os padrões de nutrição e o tipo de alimentação oferecida aos pacientes e visitantes. É ali que fica claro o que é esperado”, afirma.

Segundo Renault, o descumprimento das metas gera penalidades. “Existe um verificador independente que faz essa fiscalização diária do hospital. Se o parceiro não cumpre os indicadores, ele é penalizado diretamente na receita”, finaliza.

O presidente da PBH Ativos, estatal municipal responsável pelas parcerias em Belo Horizonte, Lucas Faveri, destaca os diferenciais da unidade em comparação a outros hospitais públicos.

“Entrando no Hospital do Célio de Castro, você percebe que é diferente. É público, mas é diferente. Tem poltronas melhores para espera, ar-condicionado, atendimento de qualidade, corredores limpos, portas funcionando, iluminação adequada. Os médicos têm mesa e computador apropriados, centro cirúrgico estruturado e equipamentos em pleno funcionamento. Você pode perder um equipamento que custa milhões se o ar-condicionado não estiver funcionando. Esse cuidado vem com a concessionária”, exemplifica.

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