Abono salarial do PIS/Pasep será pago em fevereiro; saiba o calendário
O calendário de
pagamento do abono salarial
Em janeiro não houve pagamento do abono salarial. Isso ocorre porque o calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), está previsto para 15 de fevereiro para os trabalhadores nascidos em janeiro. Nesse caso, como a data é um domingo, o depósito será efetivado na segunda-feira, dia 16.
O depósito é destinado para os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público vinculados aos programas há, pelo menos, cinco anos, que tenham recebido no ano-base de 2024 uma remuneração média mensal de R$ 2.766. Para os trabalhadores nascidos em fevereiro, o benefício é pago no dia 15 de março, e assim por diante.
Para saber se está entre os beneficiários, o trabalhador deve consultar o abono salarial pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. O usuário deve atualizar o programa, acessar a aba “benefícios”, selecionar “abono salarial” e clicar em “pagamentos”. Nessa seção, o trabalhador pode verificar o valor, a data e o banco de recebimento.
Veja o calendário de pagamentos em 2026
| Nascidos em | Data de pagamento |
| Janeiro | 16 de fevereiro |
| Fevereiro | 16 de março |
| Março e abril | 15 de abril |
| Maio e junho | 15 de maio |
| Julho e agosto | 15 de junho |
| Setembro e outubro | 15 de julho |
| Novembro e dezembro | 15 de agosto |
A partir deste ano, passam a valer novas regras do Abono Salarial, de acordo com a Emenda Constitucional nº 135 de 2024, que alterou o critério de renda para o acesso ao benefício. O limite de renda deixará de ser calculado com dois salários mínimos, passando a ser fixado em R$ 2.640 e reajustado anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O critério será reduzido gradualmente até atingir 1,5 salário mínimo por volta de 2035.
Isso vai ocorrer porque o salário mínimo agora é corrigido pela inflação mais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, o número de beneficiários do PIS/Pasep aumentaria a cada ano, aumentando também os gastos do governo com o benefício.
Segundo o governo, espera-se uma redução gradual no número de beneficiários a partir de 2026, sendo que em 2030, a depender de parâmetros econômicos, cerca de 3 milhões de pessoas devem deixar de receber o benefício. A economia acumulada deve ser de R$ 24,8 bilhões até essa marca.


