Gestão estratégica em SST pode reduzir carga tributária na indústria; entenda

O Fator Acidentário de Prevenção (FAP) é um índice que altera o valor dos impostos pagos pelas empresas para cobrir custos de
acidentes de trabalho
. Segundo o Ministério da Previdência Social, esse multiplicador incide sobre a alíquota do Riscos Ambientais do Trabalho (RAT), que é calculada sobre a folha de salários.

A regra funciona como um incentivo financeiro para o setor industrial. Conforme dados do portal SmartLab (Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho), empresas que possuem boa gestão de riscos podem reduzir o valor do imposto pela metade. Por outro lado, o registro frequente de doenças ocupacionais pode dobrar essa cobrança tributária.

Impacto dos acidentes nas finanças

Para o pequeno e médio industrial, o ajuste na gestão de
segurança do trabalho
é uma forma de garantir a viabilidade econômica do negócio. Dados do SmartLab indicam que os gastos previdenciários no Brasil somaram bilhões de reais nos últimos anos devido a mortes e afastamentos de trabalhadores.

A gestão em
Saúde e Segurança do Trabalho (SST)
é a responsável pela análise técnica desses indicadores. É a administração eficiente que pode identificar se os benefícios pagos pelo INSS estão vinculados corretamente à empresa, evitando que falhas de terceiros aumentem o imposto pago pela indústria.

Gestão estratégica

A equipe técnica de SST também atua na organização das informações enviadas ao sistema eSocial e na identificação de divergências nos dados do governo. Segundo o Ministério da Previdência Social, a gerência correta desses registros possibilita que a empresa conteste índices elevados e busque a redução permitida por lei.

Dessa forma, o investimento em segurança do trabalho deixa de ser apenas uma obrigação legal. A gestão estratégica, apoiada por profissionais especializados, torna-se uma ferramenta valiosa para reduzir custos tributários e prevenir riscos de processos judiciais.

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