entenda o que é, os sintomas e como é feito o diagnóstico
A tuberculose peritoneal é uma forma mais rara da tuberculose, doença transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Embora a infecção atinja principalmente os pulmões, também pode afetar outros órgãos do corpo.
Nesse tipo de manifestação, a bactéria provoca inflamação do peritônio, membrana que reveste os órgãos da cavidade abdominal. A transmissão da tuberculose ocorre pelo ar, principalmente quando uma pessoa doente tosse, fala ou espirra.
Segundo o infectologista Guenael Freire, em entrevista à Itatiaia, na maioria dos casos a infecção permanece latente, sem causar sintomas. “Apenas cerca de 10% das pessoas infectadas evoluem para a tuberculose ativa”, explica o especialista.
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Principais sintomas da doença
A forma mais comum é a tuberculose pulmonar, que afeta os pulmões. Os principais sintomas são tosse persistente, febre por mais de três semanas, perda de peso, cansaço, falta de ar e, em alguns casos, tosse com sangue. O diagnóstico é feito, principalmente, por meio da baciloscopia do escarro, e o tratamento, gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), dura cerca de seis meses.
Além do pulmão, a bactéria pode atingir outros órgãos, caracterizando a chamada tuberculose extrapulmonar. Nesses casos, praticamente qualquer parte do corpo pode ser afetada, como cérebro, ossos, articulações e o peritônio, que é a membrana que reveste os órgãos da cavidade abdominal.
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De acordo com Guenael Freire, essa forma da doença geralmente surge após uma infecção inicial no pulmão, que pode ter sido assintomática. “Com o tempo, a bactéria pode se reativar e se espalhar pela corrente sanguínea, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido”, afirma.
Tuberculose Peritoneal
A tuberculose peritoneal é uma apresentação mais rara da doença e provoca inflamação do peritônio. Os sintomas mais comuns incluem febre, perda de peso, cansaço, desânimo e aumento do volume abdominal, causado pelo acúmulo de líquido na região, condição conhecida como ascite.
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Nesses casos, o diagnóstico não é feito pelo exame de escarro. É necessária a análise do líquido ascítico, coletado por meio de uma punção abdominal e encaminhado para exames laboratoriais.
Embora menos frequente, a tuberculose peritoneal exige atenção. O diagnóstico precoce é fundamental para garantir o início rápido do tratamento e aumentar as chances de cura.


